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Quinta-feira, 07 de julho de 2022

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MPE pede bloqueio de obras do VLT e promotor afirma que modal é 'luxo' inapropriado para a capital

MPE pede bloqueio de obras do VLT e promotor afirma que modal é 'luxo' inapropriado para a capital
O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou ação que pode 'barrar' as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá, estimadas em R$ 1,2 bilhão. A ação foi proposta pelo promotor Clóves de Almeida Júnior, segundo o qual o governo estadual está sendo precipitado em fazer um endividamento bilionário por uma obra que não é prioridade para população.

A proposição se baseou em levantamento realizado pelos cinco membros que atuam no Grupo Especial de Fiscalização da Copa de 2014 (Geacopa), e aponta que Mato Grosso possui um orçamento pequeno e desestruturado para um endividamento de R$ 1,2 bilhão em uma única obra de mobilidade urbana.

“O estado que tem a educação que temos, a saúde que temos não se pode dar ao luxo de gastar essa quantia em um trem de sete quilômetros”, enfatizou em entrevista exclusiva ao Olhar Direto.

O promotor destaca ainda que se de fato, o governo não possui orçamento para investir em áreas essenciais como a educação, saúde e segurança, como é alegado pelo Executivo, mas está disposto a se endividar pela Copa de 2014, em fato, a dívida há de ser feita para algo que atenda as necessidades gerais dos mato-grossenses.

“Se é para fazer dívida que seja feita com algo essencial que sirva para o estado todo. O VLT não é necessário no atual contexto municipal, é um luxo que não cabe nesse momento. Cuiabá precisa primeiro cuidar dos problemas que são essenciais. É preciso eleger prioridades”, reiterou.

Apesar das críticas pela adoção do modal, o promotor afirma que o Ministério Público Estadual não é contra o VLT, apenas entende que há uma discordância de prioridades. Defende ainda que seja discutida de que forma pode ser trabalhada as alterações no orçamento previsto para a obra.

Desentendimento pelo VLT

Anteriormente, a Geacopa já discutia a possibilidade de ‘barrar’ a implementação do VLT por alegar que não havia transparência nas obras, pela falta de disponibilidade de informações sobre custos e endividamento do Estado.

O próprio promotor Clóves de Almeida já havia protocolizado requerimento no Ministério das Cidades, do Transporte, do Planejamento, do Esporte e na Caixa Econômica, solicitando informações do modal.
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