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Aos 126 anos da Lei Áurea, Ong lança jogo digital sobre a escravidão contemporânea

Da Redação - Katiana Pereira

13 Mai 2014 - 16:00

Foto: Reprodução

Aos 126 anos da Lei Áurea, Ong lança jogo digital sobre a escravidão contemporânea
Há exatos 126 anos, em 1888, foi assinada a Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil. No entanto, a medida não os deu condição social para serem cidadãos e cidadãs em sua plenitude. Aos negros e negras libertados não havia ações de inserção social, dando início assim à marginalização da população negra.

O Brasil continua enfrentando os problemas deixados por aquele período da nossa história. Cotidianamente, casos de racismo e todo tipo de discriminação continuam sendo noticiados.

Focado nessa realidade, o programa “Escravo, nem pensar!”, coordenado pela ONG Repórter Brasil, lançou nesta terça-feira (13), o primeiro jogo digital que aborda o trabalho escravo contemporâneo no Brasil em meio urbano e rural.

O jogo, além de ser um entretenimento para o público juvenil, é um instrumento didático-pedagógico para instigar a reflexão e a discussão desse tema. A dinâmica do game permite que o jogador seja responsável por conduzir a trajetória de um trabalhador, que deixa sua cidade natal em busca de melhores condições de vida e acaba sendo explorado. Individualmente, o jogador deverá fazer escolhas para que consiga escapar dessa situação.

O game pode ser acessado gratuitamente pelo site do programa Escravo, nem pensar!, em apenas dois passos: 1. Clique no link indicado e selecione a opção para manter o download. 2. Clique na pasta “Escravo, nem pensar!” e, depois, no arquivo ENP.exe (ignore avisos a respeito de vírus).

Clique aqui e baixe no seu computador para jogar.

Programa “Escravo nem pensar!”

O objetivo do programa é difundir o conhecimento a respeito de tráfico de pessoas e de trabalho escravo contemporâneo como forma de combater essas violações de direitos humanos. Além de promover o engajamento de comunidades vulneráveis na luta contra o trabalho escravo e o tráfico de pessoas.

Escravo, nem pensar!, desde 2004, tem voltado as suas atividades para educadores e líderes populares, cujo perfil multiplicador de informação e conhecimento amplia os efeitos de suas ações, que geram uma zona de influência, uma vez que mobiliza atores sociais distintos que, juntos, são capazes de compor uma rede engajada de mobilização e de combate ao trabalho escravo.

Em Mato Grosso, as cidades que participam do programa são: Alta Floresta, Cáceres, Colíder, Confresa, Jangada, Juara, Juína, Nobres, Peixoto de Azevedo, Porto Alegre do Norte, Sinop e Sorriso.



Escravidão Contemporânea

No Brasil, é considerada escravidão contemporânea os casos em que a pessoa está submetida a condição degradante de trabalho (que retira do trabalhador sua dignidade e expõe a riscos sua saúde e segurança física e mental); jornada exaustiva (que o leva ao limite de suas forças); forma de cerceamento de liberdade (como a servidão por dívida, a retenção de documentos e o isolamento geográfico do local de trabalho).

O governo federal brasileiro assumiu a existência do trabalho escravo contemporâneo perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995. Assim, o Brasil se tornou uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a ocorrência do problema em seu território. De 1995 até 2011, mais de 45 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas a de escravidão.

Veja o vídeo sobre o game


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