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Quarta-feira, 12 de maio de 2021

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alegações finais

MPE pede condenação de delator premiado acusado de fraudes em posto de combustível

Da Redação - Arthur Santos da Silva

04 Mai 2021 - 16:52

MPE pede condenação de delator premiado acusado de fraudes em posto de combustível
Alegações finais do Ministério Público de Mato Grosso (MPE) pedem a condenação do empresário e delator premiado, Gercio Marcelino Mendonça Junior, conhecido como Junior Mendonça, acusado por fraudar duas bombas de combustíveis em posto da rede Amazônia Petróleo.   

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Segundo o Ministério Público, bombas vistoriadas durante as operações intituladas "Clone" e "De Olho na Bomba" estavam dispensando volume menor de combustível que o indicado na referência medidora.
 
Conforme laudo técnico, a irregularidade nas bombas causava um prejuízo ao consumidor na quantidade de 140 ml a cada 20 litros de combustível. A denúncia foi recebida pelo juízo da Sétima Vara Criminal de Cuiabá no dia 16 de outubro. Na data, houve determinação de defesa prévia.
 
“As provas colhidas em juízo comprovam com veemência a autoria delitiva do acusado em relação ao crime pelo qual foi denunciado”, afirma o MPE na peça de alegações finais.
 
Conforme acusação, o acusado não logrou comprovar a alegação de que "a variação da energia elétrica" poderia ter ocasionado a falha do equipamento. Ainda segundo o MPE, não prospera a alegação de uma testemunha de que as irregularidades podem ter sido ocasionadas em razão de ser o primeiro abastecimento do dia.
 
“Portanto, as provas existentes nos autos demonstram que o acusado, de forma livre e consciente, em proveito próprio, fraudou, para fins de comércio, as medidas padronizadas de quantidade de combustível, fornecida aos consumidores do posto em que administrava”, salienta documento do dia 29 de abril.

Junior Mendonça é um dos principais delatores premiados na Operação Ararath, que investiga instituição financeira à margem do que é considerado legal.

Os postos de combustíveis de Junior Mendonça constituíam fonte de empréstimos para uma conta corrente paralela que atendia a nomes como o do ex-governador Silval Barbosa e do ex-deputado estadual José Riva.   
 

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