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CONSELHEIRO NA RETA

MPF concorda com pedido de perícia em documento supostamente usado para comprar vaga no TCE

Da Redação - Arthur Santos da Silva

03 Mar 2021 - 09:46

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

MPF concorda com pedido de perícia em documento supostamente usado para comprar vaga no TCE
O Ministério Público Federal (MPF) expediu manifestação pela realização de perícia grafoscópica em documento apreendido pela Polícia Federal (PF). Documento serve como prova  contra o conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almenida. Processo questiona compra de vaga na Corte do Contas.

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Manifestação do Ministério Público surge em incidente de falsidade levantado por Sérgio Ricardo em face do ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, e do MPF.  
 
Documento questionado versa sobre uma Carta de Domicílio no valor de R$ 2 milhões supostamente enviada ao Bic Banco. A peça foi entregue aos investigadores por Eder Moraes.
 
Na época dos fatos, Sérgio Ricardo, na condição de deputado estadual, era presidente da Casa de Leis. Documento informava ao banco sobre pagamento para a empresa Todeschini Construções e Terraplanagem Ltda na quantia de R$ 2 milhões.
 
O negócio atestado na referida carta de domicílio não existia, segundo o MPF. A finalidade seria apenas possibilitar que referida empresa viabilizasse empréstimo junto ao Bic Banco para que a quantia fosse utilizada na negociação da suposta compra de vaga do TCE.

 
Sergio Ricardo argumenta que sua assinatura presente na carta em discussão é falsa. “Somente Éder Moraes manuseou e mostrou total conhecimento e domínio sobre a tal carta de domicílio, ora mentindo, ora se desmentindo sempre para atender seus próprios interesses”, afirma o conselheiro.
 
Em face do embate jurídico, o órgão ministerial concordou com a realização de perícia. “Diante da negativa de que a assinatura constante acima do nome ‘Deputado Sérgio Ricardo’ tenha partido do punho do Requerente, o Ministério Público Federal manifesta-se pela realização de perícia grafoscópica no documento pela Polícia Federal”, diz trecho de parecer.
 
Incidente de falsidade aguarda julgamento na 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso.

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