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Terça-feira, 09 de março de 2021

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Adolescente acusada de matar Isabele no Alphaville é condenada a três anos de reclusão

Da Redação - Wesley Santiago/Max Aguiar

19 Jan 2021 - 19:08

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Adolescente acusada de matar Isabele no Alphaville é condenada a três anos de reclusão
A adolescente de 14 anos, acusada de assassinar Isabele Guimarães Ramos, de mesma idade, no condomínio de luxo Alphaville, em Cuiabá, em 12 de julho do ano passado, teve a sua internação decretada.

A mãe de Isabele, Patrícia Helen Ramos, confirmou ao Olhar Direto sobre a internação da adolescente acusada de matar sua filha. 

A decisão é da juíza Cristiane Padim, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá. A adolescente foi punida por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar e qualificado.

A apresentação da adolescente já foi feita na Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), da Polícia Judiciária Civil. O pai dela, o empresário Marcelo Cestari, que também responde pela morte de Isabele, foi quem a levou até a unidade. 

Ela passará a noite no Centro Sócioeducativo Feminino Menina Moça e deverá seguir na quarta-feira (20) para o Pomeri.

A menor já havia sido apreendida dois meses após o crime, mas foi solta oito horas após a internação.

Concluiu-se na investigação que a adolescente, no mínimo, assumiu o risco ao apontar a arma para o rosto da amiga e não verificar se estava pronta para o disparo. Ela recebeu a pena máxima prevista em lei.

As investigações mostraram que a versão apresentada pela adolescente de 14 anos não condiz com o que se apurou e com o que consta nos laudos da perícia. 

Em sua versão, a adolescente conta que estava com o case em suas mãos, quando foi ver o que Isabele estaria fazendo no banheiro do seu quarto. Em dado momento, o objeto teria se desequilibrado e caído.

A menor então conta que abaixou para pegar a arma, enquanto equilibrava o case na outra mão. Neste momento, o disparo teria acontecido, de forma - supostamente - acidental.

Porém, o laudo aponta que o case não tem nenhum vestígio de sangue, assim como a segunda arma, que estava dentro do objeto. Além disto, perícia feita anterior já apontou que o disparo foi feito com a arma estando entre 30 e 40 centímetros do rosto da vítima.

Teoricamente, de acordo com os respingos de sangue, a perícia conclui que deveria haver vestígios dos flúidos no case ou na segunda arma, o que não aconteceu.

Outro lado

A reportagem não consegui localizar a defesa da menor.

Atualizada às 19h16, 19h24 e às 19h30

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