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Sexta-feira, 06 de dezembro de 2019

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Justiça desmarca audiências de Arcanjo após PF comunicar impossibilidade de escolta

Da Redação - Arthur Santos da Silva

18 Nov 2019 - 09:57

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Arcanjo quando preso pela Polícia Civil

Arcanjo quando preso pela Polícia Civil

A Justiça Federal em Mato Grosso adiou audiências em dois processos contra o suposto bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Os encontros estavam previstos para ocorrer no dia 20 de novembro. A Polícia Federal (PF) comunicou que não poderá escoltar Arcanjo visto que na data será feriado pelo Dia da Consciência Negra.

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As decisões do juiz Francisco Antonio de Moura Junior, da Sétima Vara Federal, foram publicadas no Diário de Justiça desta segunda-feira (18).

Os dois processos tratam sobre crimes contra o sistema financeiro nacional. Um deles conta apenas com Arcanjo como réu. Outro tem ainda Nilson Roberto Teixeira como parte requerida. Arcanjo é acusado de fazer operar, sem a devida autorização, ou com autorização obtida mediante declaração falsa, instituição financeira, inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio.
 
Os processos contra Arcanjo que estão na Justiça Federal aguardavam extensão da extradição do Uruguai. A autorização do país em que Arcanjo foi preso ocorreu no começo de 2019. Os crimes contra o sistema financeiro foram revelados pela Operação Arca de Noé.
 
A Operação Arca de Noé foi deflagrada em 2002 pela Polícia Federal e desmantelou sistema financeiro à margem do oficial liderado pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.
 
O então criminoso contava com o auxílio de políticos como os ex-deputados José Riva e Humberto Bosaipo.
 
O objetivo era desviar dinheiro público por meio de empresas fantasmas e depois lavar as quantias nas factorings de Arcanjo.

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