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Sexta-feira, 22 de novembro de 2019

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MP pede transferência de membro de grupo de extermínio para presídio de segurança máxima

Da Redação - Patrícia Neves

07 Nov 2019 - 17:01

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

MP pede transferência de membro de grupo de extermínio para presídio de segurança máxima
Após fugir de um batalhão da Polícia Militar, o Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso defende que o ex-cabo da PM Helbert de França Silva seja transferido para um presídio de segurança máxima. Ele foi capturado no município de Diadema (SP) em 6 de novembro. O ex-militar é acusado de integrar um grupo de extermínio em Mato Grosso.

Os promotores de Justiça Vinícius Gahyva Martins, Antônio Sérgio Cordeiro Piedade, Samuel Frungilo e Marcelle Rodrigues da Costa e Faria solicitam ao juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal, que considere "a necessidade e urgência de que, no interesse da segurança pública, seja procedida a transferência.

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O promotores pedem que seja solicitada vaga e efetivada a imediata transferência de Helbert de França Silva para presídio federal antes mesmo que se providencie o recambiamento dele de São Paulo para Mato Grosso. O preso fugiu do Batalhão de Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (Rotam) em 6 de outubro deste ano, depois de ser transferido da Penitenciária Central do Estado (PCE) indevidamente, sem autorização dos juízos competentes e sem parecer do Ministério Público.

O ex-cabo é condenado a pena de 105 anos de reclusão e ainda responde a inúmeros outros processos nas comarcas de Cuiabá e de Várzea Grande por crimes de homicídio.

Transferências - O ex-cabo Helbert de França Silva estava recluso na Cadeia Pública de Santo Antônio do Leverger (a 34km de Cuiabá) quando, em 9 de julho deste ano, o diretor da unidade prisional informou ao juízo da comarca que haviam comentários e evidências sobre possível planejamento de fuga, e solicitou a transferência do preso. O juiz deferiu o pedido e autorizou a transferência para a PCE, Raio 5 – Ala 4, junto a outros presos militares. A defesa de Helbert então formulou ao juízo de Santo Antônio do Leverger pedido de nova transferência, sob argumento de que ele estaria em risco na PCE. O magistrado autorizou em 11 de julho e determinou que a Corregedoria-Geral da Polícia Militar disponibilizasse local adequado para a manutenção da segregação.

Em 18 de julho a Corregedoria da PM informou que a Polícia Militar não possuía unidade prisional e que todos os quartéis não possuem instalações de segurança adequadas para garantir o cumprimento da sentença. Diante da resposta, o juízo de Santo Antônio do Leverger encaminhou ofício ao juiz da 11ª Vara Criminal de Cuiabá – Justiça Militar requisitando vaga para o preso. Antes que houvesse resposta, a Corregedoria da PM enviou novo ofício ao juízo de Santo Antônio informando que o Comando-Geral da PM havia indicado o Batalhão Rotam para receber o ex-cabo. Diante desse fato, o juízo da comarca vizinha determinou que a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) procedesse o recambiamento do preso para o Batalhão, de onde foragiu no início de outubro.
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