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Segunda-feira, 18 de novembro de 2019

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TJ retira tornozeleira de membro de quadrilha que ostentava dinheiro roubado de bancos

Da Redação - Vinicius Mendes

22 Out 2019 - 15:47

Foto: Reprodução

TJ retira tornozeleira de membro de quadrilha que ostentava dinheiro roubado de bancos
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deferiu o pedido da defesa de Hian Vitor Oliveira Calvacanti, membro da organização criminosa que praticava roubos a bancos em Mato Grosso, e determinou a retirada da tornozeleira eletrônica que utilizava. Os integrantes da quadrilha ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais, com o dinheiro roubado.
 
O pedido havia sido negado pela 7ª Vara Criminal, mas a defesa recorreu à 2ª Instãncia. Também figuram como pacientes deste pedido os acusados Kaio Da Silva Nunes Teixeira e Jurandir Benedito da Silva.
 
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No último mês de setembro a juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, havia indeferido o pedido feito pela defesa de Hian, para que fosse revogada medida cautelar de uso de tornozeleira eletrônica.
 
A quadrilha da qual Hian é acusado de integrar foi desmantelada na ‘Operação Luxus’, deflagrada em maio de 2017 pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Em junho do mesmo ano o juízo da 7ª Vara Criminal de Cuiabá recebeu a denúncia do Ministério Público contra o grupo de 15 pessoas acusadas de integrarem a quadrilha de roubo a bancos em Mato Grosso.
 
Na denúncia, foram acusados os suspeitos Marcus Vinicius Fraga Soares, Gilberto Silva Brasil, Junior Alves Vieira, Cleyton Cesar Ferreira De Arruda, Thassiana Cristina de Oliveira, Augusto César Ribeiro Macaúbas, Jurandir Benedito da Silva, Elvis Elismar de Arruda Figueiredo, Diego Silva dos Santos, Hian Vitor Oliveira Cavalcanti, Kaio da Silva Nunes Teixeira, Robson Antônio da Silva Passos, Julyender Batista Borges, Dainey Aparecido da Costa e Lubia Camilla Pinheiro Gorgete, que ganhou notoriedade por ostentar uma vida de luxo nas redes sociais.
 
Em sessão da 1ª Câmara Criminal do TJMT desta terça-feira (22) foi julgado o pedido de revogação da medida cautelar de monitoramento eletrônico. O relator, desembargador Paulo da Cunha, considerou o tempo que a medida vem sendo cumprida e a sentença em regime semiaberto já proferida.
 
“Estou concedendo para retirar porque foi preso em 05/05/2017 a 26/02/2018 [...] Na sentença fixou regime semiaberto para ele, então eu não vejo mais necessidade de monitoramento, estou retirando, quem vai ver esta necessidade, se for, é o juiz da execução penal”, justificou o magistrado, cujo voto foi seguido pelos outros dois membros da 1ª Câmara, desembargadores Orlando Perri e Marcos Machado.
 
Ostentação
 
Lubia Camilla Pinheiro Gorgete, um dos alvos da ‘Operação Luxus’, ficou conhecida por conta da ostentação que faria com o dinheiro roubado dos bancos. Segundo a GCCO, ela deu abrigo para dois criminosos de Santa Catarina, que vieram para Mato Grosso cometer crimes e auxiliava nos trabalhos da quadrilha.
 
Conforme as informações do Portal da Transparência, Lubia chegou a receber R$ 588,00 do programa Bolsa Família na cidade de Cuiabá. O benefício foi pago durante quatro meses para a mulher, que recebeu o dinheiro nos últimos quatro meses de 2015, sendo R$ 147 em cada um dos meses.
 
Os bandidos promoviam a quebra da parede e o desligamento do alarme de bancos da capital e do interior. Uma vez dentro subtraiam valores dos cofres. As ações foram praticadas, geralmente, aos finais de semana, deixando um rastro de destruição nas instalações físicas das agências e a população sem os serviços bancários.

2 comentários

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  • MAURICIO
    22 Out 2019 às 20:44

    Uai. Se o Juíz de execução penal pode decidir se o condenado vai ou não usar tornozeleira, seria mais fácil indeferir o pedido e a defesa que pleiteasse junto à Vara de execuções penais. Facilitaram a vida do condenado na minha modesta opinião.

  • Lucas
    22 Out 2019 às 17:37

    Ostentava não. Ostenta!

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