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Sexta-feira, 27 de novembro de 2020

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MPE aponta núcleo organizado por sete deputados para cobrar mensalinho na Assembleia

Da Redação - Arthur Santos da Silva

21 Set 2019 - 10:52

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

MPE aponta núcleo organizado por sete deputados para cobrar mensalinho na Assembleia
Ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPE) aponta a criação de um núcleo organizado composto por sete deputados estaduais com o objetivo de cobrar o chamado mensalinho do ex-governador Silval Barbosa. As cobranças perduraram até o ano de 2014.
 
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“A comissão criada com a finalidade de extorsão do ex-governador foi formada pelos deputados estaduais José Geraldo Riva, Mauro Savi, Romoaldo Júnior, Gilmar Fabris, Baiano Filho, Wagner Ramos e Dilmar Dalbosco”, afirma o MPE em denúncia formulado contra Gilmar Fabris.
 
Dos nomes citados, apenas Romoaldo Júnior (suplente pelo MDB) e Dilmar Dalbosco (DEM) ocupam cadeiras no parlamento na atual legislatura. Dilmar inclusive é o líder do governo Mauro Mendes (DEM) na Assembleia Legislativa.
 
Segundo o órgão ministerial, o mensalinho, considerado uma forma de extorsão, era cobrado no valor mensal de R$ 50 mil. A quantia era exigida pelos parlamentares em troca de apoio político ao então gestor, Silval Barbosa, em razão do volume de capital que estava girando no estado de Mato Grosso por conta das obras milionárias em execução a partir de 2012, para o evento da Copa do Mundo de 2014.

Ainda conforme o MPE, os deputados do grupo organizado foram ao encontro de Silval Barbosa no Palácio Paiaguás "com o objetivo de acordar vantagens indevidas de retornos oriundos de contratos relacionados às Obras da Copa do Mundo e do Programa MT Integrado".
 
Ações
 
Em consequência do mensalinho, o promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva, membro do Ministério Público, denunciou os ex-deputados estaduais Gilmar Fabris e Luiz Marinho por recebimento.
 
Contra Fabris, conforme denúncia assinada no dia 16 de setembro, há pedido de bloqueio liminar no valor de R$ 4,2 milhões. No mérito, há pedido de restituição no valor de R$ 600 mil, pagamento de multa civil de R$ 1,8 milhão e ainda o pagamento de dano moral coletivo de R$ 1,8 milhão.
 
Contra Luiz Marinho,conforme denúncia assinada no dia 17 de setembro, há pedido de bloqueio liminar até o montante de R$ 2,8 milhões. No mérito, ressarcimento no valor de R$ 400 mil, pagamento de multa civil estipulada em R$ 1,2 milhão e ainda no pagamento de dano moral coletivo também de R$ 1,2 milhão.

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