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Terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Juíza liberta último dos doze presos na sexta fase da Operação Polygunum

Da Redação - Arthur Santos da Silva

19 Set 2019 - 11:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juíza Ana Cristina Mendes

Juíza Ana Cristina Mendes

A juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, revogou na quarta-feira (18) a prisão temporária decretada contra o ex-coordenador de Recursos Florestais da Secretaria de Meio Ambiemte, Ronkky Chaell Braga da Silva. O mandado era resultado da sexta fase da Operação Polygunum.

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Conforme apurou o Olhar Jurídico, com a revogação da prisão decretada contra Ronkky, todos os alvos da operação já estão em liberdade. A prisão era temporária e todos já foram ouvidos e reinquiridos.
 
A Polícia Judiciária Civil (PJC) e o Ministério Público Estadual (MPE) deflagraram na manhã de segunda-feira (16) a sexta fase da operação Polygonum, para o cumprimento de  12 mandados de prisão e 13 de buscas, totalizando 25 ordens judiciais expedidas contra engenheiros florestais, empresário e servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
 
A sexta fase da operação tem como foco na tipologia de áreas. A investigação refere-se a fraudes praticadas por servidores públicos, proprietários rurais e engenheiros florestais, no âmbito da Gestão Florestal, visando a supressão da vegetação nativa, diminuindo a área destinada à Reserva Legal, ao classificar a tipologia da propriedade de área de floresta em área de cerrado, em desconformidade com a lei.

Relatórios de Tipologia elaborados por Engenheiros Florestais, contendo informações falsas acerca do tipo de vegetação existente no imóvel, eram encaminhados à Sema, cujo órgão era responsável por vistoriar a área e confrontar as informações apresentadas no laudo.

Ocorre que alguns servidores responsáveis pela vistoria iam a propriedades rurais e validavam as informações falsas, reenquadrando a classificação da fitofisionomia vegetal da propriedade, aumentando a área passível de desmate com diminuição do coeficiente de reserva legal.

O imóvel localizado em bioma amazônico, por exemplo, pode ser desmatado em apenas 20%. Contudo, se a tipologia florestal for de Cerrado, o proprietário tem direito a desmatar 65%.

Foram alvos:

Heverton Neves Rodrigues Moraes – Empresário, sócio da RSM Projetos e Serviços Ambientais Ltda – Em 2015 foi Assessor Técnico III, Nível DGA-6, da Secretaria de Meio Ambiente

Ronkky Chael Braga da Silva - Engenheiro Florestal – Coordenador II da Sema-MT

Augusto Carvalho Schneider – Engenheiro florestal

André Luiz Ferreira de Souza - Proprietário da Mata Verde Projetos e Serviços

Pedro Dalla Nora – Produtor rural em Paranatinga 

Alessandro Pontes Gomes – ex-superintende de Regularização e Monitoramento Ambiental da Sema-MT

Carlos Vitor Timo Ribeiro Junior – Engenheiro Florestal – Analista de Meio Ambiente

Juelson do Espírito Santo Brandão - Engenheiro Floresta

Roberto Correa de Arruda – Engenheiro florestal – Sema-MT

Roberto Passos de Oliveira – Engenheiro Florestal – Sema-MT

Maurílio Evanildo Vilas Boas – Engenheiro florestal

César Farias – Chegou a ser preso em Sinop na operação “Terra a Vista”, em março de 2019

4 comentários

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  • Bia
    20 Set 2019 às 09:04

    O interessante nessa história é que a própria secretária já advogou para um desses acusados e preso. Infelizmente lá na sema o rolo envolve toda a cúpula da instituição. Não precisa ser cartomante pra concluir que se não fizer uma limpeza geral na sema os escândalos irão se suceder.

  • silvio lopes de moraes
    19 Set 2019 às 17:32

    Assim prende ,para gerar recursos ,assim feito já solta,brasil sendo brasil.

  • Pedro
    19 Set 2019 às 12:42

    Uma Vergonha essa Justica

  • Crítico
    19 Set 2019 às 11:50

    Então pq prende, se logo em seguida solta?

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