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Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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TJ solta mais dois acusados de envolvimento com esquema de jogo do bicho

Da Redação - Vinicius Mendes

18 Set 2019 - 14:43

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

O desembargador Rui Ramos, relator dos recursos

O desembargador Rui Ramos, relator dos recursos

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou, na tarde desta quarta-feira (18), a soltura de Glaison Roberto Almeida da Cruz e de Adrielli Marques, ambos presos na Operação Mantus, que apurou um esquema do jogo do bicho em Mato Grosso. Os dois seriam integrantes da empresa ELLO (FMC).
 
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Os habeas corpus dos dois acusados foram julgados na sessão da Segunda Câmara do TJ de hoje. De acordo com as investigações, Glaison seria gerente da ELLO (FMC) em Rondonópolis, enquanto Adrielli seria recolhedora.
 
O relator dos recursos, o desembargador Rui Ramos, citou que o Ministério Público se manifestou pela concessão do habeas corpus, mediante imposição de cautelares. O magistrado teve o mesmo entendimento e deferiu o recurso de Glaison e Adrielli, “haja vista que pela analise que fiz e também pelo contido no próprio parece ministerial, não tem fundamentação idônea para a prisão, mas suporta-se outras medidas”.
 
Mantus
 
As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso, e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra é liderada por Frederico Muller Coutinho.
 
Durante as investigações, foi identificada uma acirrada disputa de espaço pelas organizações, havendo situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle da jogatina em algumas cidades.
 
Os investigadores também identificaram remessas de valores para o exterior, com o recolhimento de impostos para não levantar suspeitas das autoridades. Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.
 
Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.
 
No total, foram expedidos 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

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