Olhar Jurídico

Domingo, 22 de setembro de 2019

Notícias / Criminal

Juiz mantém prisões de policiais militares detidos na Operação Coverage

Da Redação - Arthur Santos da Silva

21 Ago 2019 - 18:02

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz mantém prisões de policiais militares detidos na Operação Coverage
O juiz Marcus Faleiros, da Décima Primeira Vara Criminal de Cuiabá, Especializada em Justiça Militar, realizou na tarde desta quarta-feira (21) audiência de custódia dos policiais militares Thiago Satiro Albino e Sada Ribeiro Parreiras. Detenções acabaram mantidas. Os dois foram presos no período da manhã, durante a Operação Coverage, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Leia também 
Operação que prendeu PMs surgiu após nomes aparecerem em celular de preso; coronel confirma assinatura

 
Na audiência, depois do magistrado realizar os atos de verificação dos direitos e garantias fundamentais dos acusados, as defesas dos militares manifestaram pedidos complementares de liberdade para os clientes.
 
Os advogados declararam, durante a custódia, que vão protocolizar as solicitações. Os pedidos, após vistas do juízo, serão encaminhados para o Ministério Público que terá prazo de cinco dias para analisar a solicitação. Logo, após, o MPE devolverá à Justiça, que decidirá.
 
Os militares foram encaminhados para quartel militar (local exato não foi divulgado), ambiente em que aguardarão decisão judicial. Já o militar Cleber de Souza Ferreira, que está preso em decisão de outro processo, não passou por custódia.
 
O caso

Nesta quarta-feira (21), a Promotoria Militar, em conjunto com o Gaeco, deflagrou a Operação Coverage (palavra em latim que significa Cobertura).
 
A operação visou cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e pessoal contra os policiais militares Cleber de Souza Ferreira, Thiago Satiro Albino, Marcos Eduardo Ticianel Paccola e Sada Ribeiro Parreira, por crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.
 
De acordo com a investigação realizada pela Promotoria Militar com o apoio do Gaeco, a partir de provas compartilhas pela Polícia Civil, devidamente autorizada pelo Poder Judiciário, exame balístico comprovou que uma pistola tipo Glock, 9 mm, pertencente ao tenente Cleber de Souza Ferreira foi utilizada em 7 crimes de homicídio (4 tentados e 3 consumados) praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.
 
Conforme as investigações, com a finalidade de obstruir as investigações relacionadas aos referidos homicídios, os policiais militares articularam a alteração do registro da arma de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema da Polícia Militar, tudo para ocultar que na data dos 7 crimes de homicídios a pistola já estava em poder do tenente Cleber de Souza Ferreira.
 
Marcos Paccola conseguiu na Justiça de Mato Grosso, na madrugada de hoje, um Habeas Corpus preventivo (salvo-conduto), evitando o cumprimento do mandado de prisão emitido.

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Marcos
    21 Ago 2019 às 21:18

    Polícia para quem precisa Polícia... Heheheheehe tudo farinha pra terem seus interesses sempre passam em cima de qualquer um

  • Crítico
    21 Ago 2019 às 20:54

    Competência ou não o crime ocorreu... A decisão que cassou a prisão do PM é fomento a criminalidade. Vergonha NACIONAL

Sitevip Internet