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Segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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Juiz cita gravidade exacerbada e nega pedido de soltura de produtor rural que matou agrônomo

Da Redação - Vinicius Mendes

16 Ago 2019 - 14:15

Foto: Reprodução

Juiz cita gravidade exacerbada e nega pedido de soltura de produtor rural que matou agrônomo
O juiz Rafael Depra Panichella, da Vara Única de Porto dos Gaúchos, negou pedido de revogação de prisão do produtor rural Paulo Faruk de Moraes, réu confesso do assassinato do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia. O magistrado levou em consideração a gravidade do ato praticado pelo réu, cometido em frente a diversas pessoas.
 
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A defesa de Paulo Faruk havia entrado com um pedido de revogação da prisão no último dia 5 de agosto, argumentando que “ocorreu o excesso de prazo na regular tramitação processual penal e respectiva finalização desta fase procedimental”.
 
Em decisão desta quinta-feira (15) o juiz afirmou que a prisão do produtor rural está concretamente fundamentada e ficou demonstrada a necessidade de sua manutenção, para a garantia da ordem pública. Ele ainda citou a gravidade das circunstâncias do ato.
 
“O agente e o delito possui gravidade concreta e exacerbada, posto que, em princípio, efetuou diversos disparos de arma de fogo nas costas do ofendido no período diurno e em local com grande concentração e frequentação de pessoas por se tratar de estabelecimento comercial, conforme se extrai principalmente do monitoramento eletrônico do local. Logo, os fatos concretos se consubstanciam em acentuada gravidade pelo modus operandi e que revestem a conduta de remarcada reprovabilidade”.
 
O magistrado ainda citou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em decisão anterior, já havia decidido pela manutenção da prisão de Paulo Faruk. O juiz, então, analisando o contexto fático-probatório, entendeu que não houve excesso de prazo na formação da culpa, nem modificação fática desde a decretação da prisão que motivasse a revogação, e indeferiu o pedido da defesa.
 
O homicídio
 
Segundo uma testemunha que ajudou a socorrer Silas, era aproximadamente 13h00 do dia 18 de fevereiro quando ambos (vítima e testemunha) estavam sentados em uma mesa, na lanchonete Fogão a Lenha da Rodoviária do povoado Novo Paraná, município de Porto dos Gaúchos.
 
Em certo momento, sem notar a aproximação, se assustaram com uma pessoa que chegou por trás, sacou uma pistola e efetuou dois ou mais disparos direto na cabeça da vítima, que caiu no chão já sem reação.
 
Em seguida o autor do crime saiu andando em direção ao seu veículo, olhando para trás para se certificar que havia matado à vítima. Imediatamente foi realizado socorro médico no Posto de Saúde daquele povoado, sendo depois a vítima encaminhada para Hospital de Porto dos Gaúchos, mas não sobreviveu.

2 comentários

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  • AFFF
    17 Ago 2019 às 10:38

    Não tem brio na cara... bem tipico da cultura brasileira tentar fugir das responsabilidades! Comete um crime covarde e agora quer ir pra casa como se nada tivesse acontecido. Pelo menos dessa vez o judiciário agiu certo!

  • Professor pardal
    17 Ago 2019 às 07:21

    Parabéns para o juiz, bandido tem que mofar na cadeia mesmo.

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