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Domingo, 29 de maio de 2022

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Independente do cargo

O MP não persegue ou protege quem quer que seja, afirma Mauro Curvo após ‘Bereré II’

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

O MP não persegue ou protege quem quer que seja, afirma Mauro Curvo após ‘Bereré II’
O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, comentou sobre a ‘Operação Bônus’, segunda fase da ‘Bereré’, deflagrada na última quarta-feira (09) e que prendeu o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques; o deputado estadual, Mauro Savi (DEM) e outras quatro pessoas. Segundo o chefe do órgão, o Ministério Público Estadual (MPMT) “não persegue ou protege quem quer que seja”.

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“A Operação Bônus é fruto de um trabalho integrado. Mais uma vez, demonstramos a sociedade que o MPMT não persegue ou protege quem quer que seja. Aqui, nós investigamos fatos. As provas colhidas é que levam a estes suspeitos. Independente de quem seja ou cargo que ocupe, será, por nós, responsabilizado”, disparou o procurador-geral de Justiça.
 
Mauro Curvo acrescenta que a operação “pode ser enxergada como uma batalha em uma luta maior, que é contra a corrupção, um dos principais – se não o principal mau – que assola nosso país e Estado. Temos encontrado aqui no MPMT magistrados firmes, honrados e isentos, que estão ouvindo o clamor da sociedade, que não tolera mais viver com a corrupção, responsável por retirar um futuro melhor das pessoas, acesso a serviços de qualidade. Não podemos tolerar isto”.
 
Operação Bônus
 
O ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques e o deputado estadual, Mauro Savi (DEM), foram presos em uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), na segunda fase da 'Operação Bereré', deflagrada na manhã desta quarta-feira (09). Além deles, outras quatro pessoas também tiveram mandados de prisão.
 
A segunda fase da 'Operação Bereré' foi batizada de 'Bônus'. Foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.
 
A 'Operação Bônus' é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.
 
Bereré
 
A ‘Bereré’ é desdobramento da colaboração premiada do ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Teodoro Lopes, o “Doia". Dentre as informações prestadas por Doia, consta suposto esquema de cobrança de propina com uma empresa que prestava serviços de gravame - um registro do Detran.
 
Na primeira fase, os mandados foram cumpridos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na casa de Savi e Eduardo Botelho (DEM). O ex-deputado federal Pedro Henry é alvo também. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (DEM), é outro investigado.
 
O governador Pedro Taques (PSDB) decretou a intervenção do Estado no contrato que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) havia firmado com a EIG Mercados para registro dos contratos de financiamento de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil, de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor no Estado. A empresa foi alvo da ‘Operação Bereré’ e é apontada como pivô do esquema que teria desviado R$ 27,7 milhões.
 
Confira abaixo os alvos da ‘Operação Bônus’:
 
Mauro Savi (deputado estadual)
Paulo César Zamar Taques (ex-chefe da Casa Civil)
Roque Anildo Reinheimer
Claudemir Pereira dos Santos, vulgo “Grilo”
Valter José Kobori (empresário)
Pedro Jorge Zamar Taques (advogado)
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