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Sábado, 22 de junho de 2024

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credor x devedor

Modelo e banco Safra adiam negociação sobre venda de terreno

Foto: Reprodução

Modelo e banco Safra adiam negociação sobre venda de terreno
Representantes do Grupo Modelo e do banco Safra adiaram audiência de negociação que deveria acontecer na tarde desta segunda-feira (25) na qual seria discutido um possível acordo quanto ao destino a ser dado ao terreno da rede de supermercados, cujo um crédito R$ 20 milhões pertence a instituição financeira como forma de saldar parte das dívidas do grupo com o banco, seu maior credor. A reunião estava prevista para começar às 14h.


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Localizado em área nobre, na Avenida Miguel Sutil, em cuja área, de 51.142,42 m², ainda não há nenhum pavimento erguido, este terreno tem sido o centro de uma batalha jurídica desde que o Grupo Modelo entrou em recuperação judicial, no dia 22 de fevereiro de 2013. O Banco Safra tentou leiloá-lo duas vezes, mas a Justiça suspendeu as tentativas de venda.

Na terça-feira passada (19) o banco Safra e o Grupo Modelo tiveram a primeira audiência que começou às 15h, foi suspensa às 18h30 e será retomada na próxima segunda-feira (25). Na ocasião, as partes não chegaram a um acordo, mas vislumbraram três possibilidades e marcaram uma reunião na quinta-feira passada (21) para então chegar na audiência desta segunda-feira (25) com um pré acordo.

A primeira opção para resolver a questão seria vender o terreno em um leilão, como propôs o banco Safra, mas por um valor maior e alterações no edital. Ao invés de R$ 24 milhões, ou R$ 18 milhões em segunda chamada, os representantes do Grupo Modelo acreditam que podem conseguir cerca de R$ 39 milhões.

A segunda opção seria o banco Safra ceder o crédito que tem direito no valor do terreno, R$ 20 milhões, para algum investidor interessado em fazer negócios com a rede de supermercados Modelo. Esse investidor compraria esse crédito do banco e poderia escolher em ter uma garantia em imóvel com o supermercado. A terceira opção seria o próprio supermercado Modelo trazer um comprador para o terreno.

O Grupo Modelo possui uma dívida total de R$ 184 milhões, sendo R$ 70 milhões somente com o banco Safra. O resto está dividido entre 1.035 credores e 2.200 funcionários. No pedido de recuperação judicial, a empresa afirma que busca recuperar economicamente o devedor, assegurando os meios indispensáveis para a manutenção da empresa e dos empregos gerados pela rede de supermercados.

O grupo ainda garante a viabilidade do negócio, afirmando que a operacionalização das atividades não pode se prejudicada por uma questão momentânea de iliquidez. Em 2012, parte das dívidas foram renegociadas - mas 40% do débito bancário - não pode ser renovada, ocasionando inadimplência com fornecedores, fato que colocou a rede de supermercados em um ciclo vicioso: com menos produtos ofertados no varejo, menor era a receita e mais difícil de se pagar as dívidas.
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