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Sábado, 13 de julho de 2024

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Print mostra tratativa de esposa de 'WT' para a compra de apartamento de luxo em região nobre de Cuiabá

Print mostra tratativa de esposa de 'WT' para a compra de apartamento de luxo em região nobre de Cuiabá
Trechos da decisão que autorizou a Operação Apito Final mostram tratativas entre a esteticista Cristiane Patrícia Rosa Lins, 36 anos, e uma funcionária de uma construtora para a aquisição de um apartamento no Edifício Arhur, no bairro Duque de Caxias II – região nobre de Cuiabá. A investigada teria repassado a quantia de R$ 450 mil, que, segundo a Polícia Civil, é fruto do esquema criminoso de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CVMT).


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 Conforme já publicado pelo Olhar Direto, segundo os investigadores, Cristiane teria adquirido o apartamento com o auxílio de Mayara Bruno Soares – também alvo da operação.
 
“Mayara tinha me falado que você pegaria hoje o dinheiro. Você está em casa agora ou pode pegar?”, questiona a esteticista. A profissional responde: “Tô (sic) aqui. Pode vir”, respondeu. Esse “aqui” é no próprio Edifício Arhur.
 
Na sequência, Cristiane afirma que um “menino” irá entregar o dinheiro. Esse “menino”, de acordo com a equipe investigativa, é Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Soldado”. Ele tem posição de destaque na organização criminosa, além de ser o centroavante do time de futebol amador “Amigos WT”, agremiação instituída com a finalidade apenas de lavar dinheiro para a facção criminosa.
 
“Como é o nome dele?”, questiona a profissional. Na sequência, Cristiane fala: “Alex”. Minutos mais tarde a funcionária da construtora explica: “Oi, Patrícia, ele acabou de sair. 350 ok”. Os outros R$ 100 mil foram transferidos via conta bancária.


 
Esse “350”, conforme as investigações, foi o valor de R$ 350 mil repassados em espécie pelo apartamento.
 
Os policiais informaram que Soldado é um dos responsáveis pela administração do “Supermercado Alice”, instituído com o único objetivo de lavar dinheiro para o grupo criminoso. Ele auxilia o grupo criminoso com a entrega de valores em espécie, na compra de imóveis, objetivando a ocultação do patrimônio.
 
“Cite-se como exemplo, a compra do apartamento por Cristiane, cuja quantia de R$ 350.000,00 em espécie foi entregue por Alex à proprietária do imóvel e outros R$ 100.000,00 foram transferidos a partir da conta bancária de titularidade do alvo”, diz trecho da decisão.
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