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Sábado, 22 de junho de 2024

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Membros do Comando Vermelho são condenados por sequestro e tortura de adolescente de 16 anos

Foto: Reprodução

Membros do Comando Vermelho são condenados por sequestro e tortura de adolescente de 16 anos
Três membros do Comando Vermelho foram condenados a 25 anos de prisão pelo sequestro e tortura de um adolescente de 16 anos no município de Água Boa, em 2020. A sentença foi proferida pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na última quinta-feira (13). Ricardo Alves de Araújo, Lucas Padilha Reichert e Istefane Martins de Souza foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual por organização criminosa, sequestro qualificado e lesão corporal.


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A magistrada fixou a Ricardo e Istefane a mesma sentença, de nove anos e seis meses de prisão e 251 dias-multa. Lucas Padilha foi condenado a 7 anos, um mês e 15 dias de reclusão e 132 dias-multa, estabelecido o valor na proporção 1/30 do valor de um salário mínimo vigente na época dos fatos.
 
Consta do inquérito policial, que no dia 31 de agosto de 2020, no Bairro Vila Nova, Ricardo Alves de Araújo, Lucas Padilha Reichert e Istefane Martins de Souza, constrangeram adolescente 16 anos de idade, que se encontrava sob seus poderes, com o emprego de violência e ameaça, o castigando como “represália” por não obedecerem às ordens da facção “Comando Vermelho”.

Laudo do exame de corpo e delito do adolescente mostram os ferimentos e hematomas causados pelas pauladas que ele levou dos três faccionados.

Consta também no contexto fático narrado no inquérito, que integram a organização criminosa, cujo objetivo específico é cometer crimes de diversas naturezas nessa cidade de Água Boa/MT, conforme boletim de ocorrência nos autos, relatório policial e termos de depoimentos.

Revela o caderno investigativo que no dia mencionado, por volta das 22h40, a polícia militar recebeu uma denúncia anônima relatando que o adolescente receberia um “salve” da facção, em razão da prisão da companheira do denunciado Ricardo, a qual, na ocasião da prisão e apreensão da droga, estava junto com o menor, ocorrido no dia anterior, devido ao fato de o adolescente não ter apresentado seu termo de depoimento na Polícia Civil aos chefes de disciplina da facção, para que estes pudessem tomar ciência de seu conteúdo.

A Polícia Militar diligenciou no intuito de localizar o adolescente, sendo que ele se encontrava na residência da pessoa de Regina, localizada na Avenida Planalto, em companhia dos denunciados, fazendo uso de bebidas alcoólicas.

No mesmo dia, no início da madrugada, os condenados levaram a vítima até uma rua não pavimentada, no Bairro Vila Nova, adentraram a um matagal e informaram que se tratava de um “salve” da facção Comando Vermelho, momento em que passaram a torturar a vítima, exigindo que ficasse de joelhos e, em seguida, desferiram violentas pauladas em suas costas, socos e murros no rosto, vários chutes e pontapés no corpo e na boca, causando inclusive a perda de alguns de seus dentes.

Posteriormente, por volta das 04h00, a Polícia Militar deparou-se com a vítima transitando pela Avenida Roncador, toda ensanguentada, com o rosto inchado e com outros ferimentos visíveis pelo corpo. O adolescente informou que havia recebido um “salve” e que já havia sido atendido no Hospital Regional.

Diante disso, a vítima foi conduzida até a Delegacia de polícia para registrar a ocorrência que desencadeou na condenação dos três envolvidos no sequestro e tortura do menor de idade.
 
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