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Sábado, 20 de julho de 2024

Notícias | Criminal

CASO LILIAN CALIXTO

Após denúncia, Justiça determina prisão preventiva do Dr. Bumbum por morte de bancária

Foto: José Lucena / Futura Press

Após denúncia, Justiça determina prisão preventiva do Dr. Bumbum por morte de bancária
O  médico Denis Furtado, 45 anos, conhecido como Doutor Bumbum, teve a prisão temporária transformada em preventiva pela Justiça do Rio. A temporária vigorava por 30 dias. A Justiça do Rio de Janeiro também aceitou a denúncia contra ele por homicídio qualificado da bancária Lilian Calixto, que morreu em 15 de julho, após uma operação estética. O procedimento foi realizado na cobertura do médico, em local totalmente inadequado.   Denis foi preso em 19 de julho por uma equipe da Polícia Militar dentro de um Centro Comercial do Rio. 


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A  mãe do médico, Maria de Fátima Barros Furtado, que havia sido presa junto com o filho por auxiliar o procedimento, teve a prisão temporária revogada e ganhou a liberdade na última sexta-feira, 17. A namorada do médico, Renata Cirne, e a assistente dele, Rosilene Pereira, já estavam em liberdade. Ambas também foram denunciadas à Justiça pois auxiiaram no procedimento que gerou a morte de Lilian, que morava na capital de Mato Grosso. 

Conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro, os acusados atraíam “clientes-vítimas, na sua maioria mulheres, para a realização de procedimentos estéticos mediante a aplicação de produtos químicos, notadamente bioplastia de glúteos, com utilização de polimetilmetacrilato 30% (PMMA), sob a falsa promessa de beleza imediata, motivados torpemente por ganância e pelo lucro fácil auferido”.

 O documento ainda lembra que os procedimentos estéticos eram feitos na residência de Denis Furtado, “sem qualquer estrutura, consoante se denota do Laudo de Exame em Local de fls. 199/218, que se destinava a consultas e realização de procedimentos médicos de cunho estético”.

 A namorada do Dr. Bumbum, Renata Cirne, atuava como sua secretária, sendo responsável pela captação das vítimas-pacientes e por prestar-lhes orientações, inclusive sugerindo a quantidade de PMMA a ser utilizada, bem como recebia os pagamentos efetuados, o que muitas vezes era feito diretamente em sua conta-corrente pessoal.

 “Nesse passo, note-se que o denunciado Denis, auxiliado pelas demais denunciadas, ao realizar na vítima o procedimento de bioplastia de glúteos, introduzindo 300 ml da substância polimetilmetacrilato (PMMA) através de procedimento invasivo, quando a recomendação é de uso em pequenas doses e com restrições, criou o risco proibido, previsível ao denunciado na sua condição de médico, risco esse incrementado uma vez que a intervenção foi realizada em um apartamento, provisória e precariamente adaptado para o atendimento de pacientes, assumindo destarte o risco do resultado decorrente de sua conduta, qual seja, a morte da vítima”, diz outro trecho da denúncia.
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