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Quarta-feira, 19 de junho de 2024

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Alvo de operação

Centroavante do time amador 'Amigos WT' era o responsável por gerir as ações sociais do Comando Vermelho

Foto: Reprodução

Centroavante do time amador 'Amigos WT' era o responsável por gerir as ações sociais do Comando Vermelho
Investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apontam que Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Soldado”, que foi alvo da Operação Apito Final, tinha a função de gerir as “ações sociais" do Comando Vermelho (CVMT). O assistencialismo, segundo as investigações da Polícia Civil, incluía diversas atividades dentre elas: a entrega de “sacolões” aos moradores carentes do bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá.


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O recurso com que essas cestas básicas eram adquiridas, no entanto, era oriundo do crime de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, de acordo com os investigadores. A grupo criminoso era liderado por Paulo Witer Farias Paelo, o WT, que, assim como Soldado, foi preso na ação policial e está recluso no Presídio de Segurança Máxima de Maceió (AL).
 
Soldado é também o centroavante do time de futebol amador “Amigos WT”, que, conforme a Polícia Civil, foi instituído apenas com o intuito de lavar dinheiro para facção. O atleta também é considerado o braço direito de WT.
 
Os policiais apontaram que ele era um dos responsáveis pela administração do “Supermercado Alice”, e auxiliava o grupo criminoso sob o comando de WT, com a entrega de valores em espécie, na compra de imóveis, objetivando a ocultação do patrimônio.
 
Soldado também teria utilizado da sua companheira, Jaiane Suelen Silva de Arruda, que também foi alvo da operação, para adquirir uma caminhonete Chevrolet S-10 e um Toyota Corolla. A equipe de investigação evidenciou que durante a investigação não foi identificado que Soldado possua ocupação lícita e sua esposa recebera no último emprego formal pouco mais de um salário-mínimo.
 
“Vale ressaltar que no período de afastamento do sigilo bancário (1/1/2020 a 10/9/2022), ‘Soldado’ movimentou R$ 1.007.178,54 em crédito e R$ 1.022.761,18 em débito”, diz trecho da decisão que a reportagem teve acesso.
 
Jaiana Suelen

 
Na representação da Polícia Civil, os investigadores revelaram que Jaiane atua na organização criminosa no auxílio à lavagem de capitais.
 
Foi apontado que ela recebeu em seu último emprego formal pouco mais de um salário mínimo, R$ 1.543,23, todavia, realizou transações de compra e venda de dois veículos de alto valor com outro alvo
das investigações, Guemiel Alves dos Reis, além de outros cinco veículos para os quais figurou como proprietária.
 
Os veículos em questão ultrapassam mais de R$ 100 mil e são utilizados por WT.
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