Olhar Jurídico

Sábado, 22 de junho de 2024

Notícias | Criminal

TEM INFLUÊNCIA

'W.T.' era tido como ídolo por jovens e foi recebido com foguetório após deixar PCE

Foto: Reprodução

'W.T.' era tido como ídolo por jovens e foi recebido com foguetório após deixar PCE
Apontado como o contador geral do Comando Vermelho (CVMT) e líder de um esquema de lavagem de dinheiro, Paulo Witer Farias Paelo, o WT, era tido como “ídolo” pelos jovens do bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. O investigado possuía grande influência sobre os jovens da região, que chegaram a organizar um foguetório para o suspeito, em 2021, quando ele saiu da Penitenciária Central do Estado (PCE).


Leia também
Confiança de 'Sandro Louco', fidelidade ao CV e ascensão: W.T. comprou casas de alto padrão, lote no Manso e mercados


 De acordo com a decisão do Núcleo de Inquérito Policial (Nipo), que autorizou a Operação Apito Final, após ter sido beneficiado pela progressão de regime, em 2021, foi recebido com festa e queima de fogos no Jardim Florianópolis.
 
Na época, o fato foi amplamente divulgado pelos veículos de comunicação. Na ocasião, a queima de fogos durou cerca de 10 minutos. Além disso, os amigos de WT teriam gastado R$ 4 mil para recepcioná-lo.
 
Paulo Winter foi preso em 2018, na Operação Red Money, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). A ação policial descobriu que o grupo criminoso desenvolveu um sistema de arrecadação financeira próprio, criando assim um grande esquema de movimentação financeira e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, parentes de presos, modos operandi semelhante ao da Operação Apito Final.
 
Entretanto, em 2020, a Justiça concedeu habeas corpos a WT e o investigado foi beneficiado com a prisão domiciliar. Entretanto, devido ao benefício, ele passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
 
Porém, em 2021, WT foi flagrado sem o aparelho de monitoramento e regrediu ao regime fechado.
 
Homem de confiança
 
Ao decretar a prisão de WT, a juíza Helícia Vitti Lourenço apontou que ele é homem de confiança do líder máximo da facção, Sandro da Silva Rabelo, o Sandro Louco.

Pela sua fidelidade ao grupo, Paulo se destacou com o líder e ascendeu na hierarquia ao cargo de tesoureiro ou contador geral, responsável pela contabilidade da organização no estado.
 
A decisão ainda aponto que WT adquiriu casa de alto padrão no Condomínio Primor das Torres e um loteamento na região do Manso. Embora todo esse patrimônio tenha sido comprado em nome de terceiros, pessoas de seu relacionamento, familiares e membros da organização criminosa, quem goza do seu uso é “WT”, seja para proveito próprio ou para lavagem de dinheiro para o CV.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet