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Quarta-feira, 22 de maio de 2024

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PEDIDO À JUSTIÇA

Mãe de Carlinhos Bezerra quer ter direito a fazer visitas em dias não convencionais

Foto: Olhar Direto

Mãe de Carlinhos Bezerra quer ter direito a fazer visitas em dias não convencionais
Vera Morena Dicke, mãe de Carlos Alberto Gomes Bezerra, está pedindo autorização da Justiça para visita-lo semanalmente no presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Ele está preso enquanto aguarda ser julgado perante o júri pelo feminicídio qualificado contra Thays Machado, sua ex-companheira, e homicídio qualificado do então namorado dela, Willian Cesar Moreno. No pedido, defesa de Vera argumenta que ela é idosa e deseja exercer o seu direito de visitação.


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Como as visitas aos reeducandos ocorrem aos domingos, com as respectivas revistas íntimas, Vera pediu que possa comparecer ao presídio semanalmente, mas toda quarta-feira, em horário a ser definido pela administração da unidade.

Também pleiteou autorização para que quatro familiares possam lhe acompanhar para ver o filho, isso caso o juízo da 1ª Vara de Violência Contra a Mulher de Cuiabá conceda o pedido.

Carlinhos, que é filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, chegou a ser colocado em liberdade mediante medidas cautelares.

No entanto, após descumprir reiteradamente tais deliberações, como por exemplo fazer compras em mercado acompanhado por seguranças armados, omitir trajetos feitos e alterar a localização do monitoramento eletrônico, ele foi colocado em prisão preventiva no dia 28 de fevereiro.

Dias depois, em 5 de março, o desembargador Marcos Regenold, da 2ª Câmara Criminal, negou habeas corpus a Carlinhos e o manteve detido no Ahamenon.

 A defesa do empresário destacou condição de saúde do paciente, ressaltando doenças como hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus, cardiopatia hipertensiva, problemas no ombro e na coluna, além da necessidade de cirurgia ocular. Essa foi uma das justificativas que o Tribunal de Justiça determinou a prisão domiciliar para Carlinhos Bezerra.
 
A defesa sustentou ainda que as falhas no aparelho de monitoramento eletrônico contribuíram para os "descumprimentos" que, segundo eles, se confundiam com falhas técnicas da tornozeleira eletrônica.

O desembargador indeferiu a liminar, argumentando que, a princípio, não se constata ilegalidade evidente na decisão que revogou a prisão domiciliar. O ex-membro do MP ressaltou que a análise aprofundada dos elementos de convicção deve ser realizada pelo órgão competente, a 2ª Câmara Criminal, em respeito ao princípio da colegialidade.

O crime

Thays e William foram assassinados a tiros no dia 18 de janeiro de 2023, em frente a um edifício na capital. O casal foi surpreendido pelo empresário, que passou pelo local em um carro e, de surpresa, efetuou vários disparos contra eles.

Thays foi atingida com dois tiros nas costas e um na altura do quadril. William foi atingido no braço esquerdo e no peito. Ele ainda tentou fugir do atirador, mas caiu na calçada, a poucos metros de onde Thays faleceu. 
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