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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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mandado em aberto

Polícia Civil caça empresário apontado como um dos líderes de esquema fraudou mais de R$ 350 milhões

Foto: Reprodução

Polícia Civil caça empresário apontado como um dos líderes de esquema fraudou mais de R$ 350 milhões
A Polícia Civil procura o empresário Mário Teixeira Santos da Silva, que é investigado por supostamente ter participado de um esquema que causou prejuízos aos cofres públicos que ultrapassam os R$ 350 milhões, por meio de diversas fraudes fiscais relacionadas ao ICMS. Contra ele, foi expedido um mandado de prisão, mas até a publicação da matéria ele não havia sido preso.


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 Mário Teixeira é apontado pela investigação como um dos líderes do grupo criminoso, segundo a decisão que autorizou as ações investigativas, proferida em dezembro de 2023 pela juíza Helícia Vitti Lourenço, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo).
 
Mário, de acordo com a equipe investigação, é sócio de Edenilton Balbino Costa, que também foi alvo das operações Déjà vu e Odisseia, que iniciaram após a delação premiada feita pelo empresário Alexsandro de Souza Silva, bem como dos dados apreendidos em seus aparelhos celulares.
 
Nas declarações prestadas na colaboração premiada, Alexsandro explicou que conheceu Mário e seu sócio Edenilton por meio do advogado Elisandro Nunes Bueno. Esse último também foi preso preventivamente pela Polícia Civil.
 
Alexsandro explicou que o quarteto se encontrou em uma conveniência, de Cuiabá, momento em que Mário relatou estar começando no “ramo de sonegações” e que precisavam de empresas fantasmas para sonegar impostos nos ramos de grãos e transportes.
 
O delator ainda detalhou que ofereceu as empresas JP e E.Martins. Mário, segundo consta na decisão, era o responsável pela parte burocrática do esquema, enquanto o sócio Edenilton tinha os clientes do serviço de sonegação fiscal.
 
O responsável por delatar o esquema ainda aduziu que além das empresas mencionadas, forneceu também as empresas de fachada “CR” e “DMS”, cuja conta bancária era utilizada por Mário para recebimento dos lucros da sonegação fiscal.
 
Alexsandro firmou que as contas bancárias das empresas JP e E.Martins eram utilizadas para o recebimento dos valores tanto dos clientes de Bruno Cicaroni Alberici, que também foi preso, quanto de Mário.
 
“Narrando transações financeiras envolvendo os lucros das sonegações em contas abertas em nome de outras empresas fantasmas, o colaborador relata como era feito o acerto de contas com Mário e o sócio, e que com eles permanecerá fazendo negócio por meio de transportadoras”, diz trecho da decisão que a reportagem teve acesso.
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