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Quarta-feira, 19 de junho de 2024

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JULGAMENTO marcado

Policial que matou marido a tiros para se defender de agressões passa pelo Tribunal do Júri

Foto: Reprodução

Policial que matou marido a tiros para se defender de agressões passa pelo Tribunal do Júri
O Tribunal do Júri julga na tarde desta quinta-feira (25) a policial penal Fernanda Sant Anna Silva, 38 anos, que matou seu então marido, Anaxessandro de Castro Leite, para se livrar das agressões que ele supostamente cometia. Fernanda reagiu aos ataques do companheiro e o executou a tiros, em dezembro de 2020. Denúncia foi oferecida contra ela pelo Ministério Público em março de 2021, por homicídio, cuja pena é de seis a vinte anos de reclusão.


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O homicídio ocorreu no dia 19 de dezembro de 2020, no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. Ao chegar no bairro, os militares que atenderam a ocorrência eram esperados pela autora dos disparos em uma distribuidora de bebidas.

A policial penal estava em estado de choque e relatou que alvejou o marido pois ele ameaçava cometer agressões contra ela e os filhos, assim como no dia anterior, em que tinha apanhado. Segundo Fernanda, os casos de violência por parte do executado eram constantes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o casal mantinha relacionamento conturbado e com agressões mútuas, sendo que na data dos fatos, Anaxessandro teria se irritado com a filha de Fernanda e ameaçou agredi-la.

Neste momento, Anaxessandro foi em direção da filha, momento que Fernanda o golpeou com uma faca, fazendo com que ele deixasse o interior da casa. Em seguida, ela seguiu até o quarto, pegou uma arma de fogo e efetuou oito tiros à queima-roupa contra o marido.

“Em face do exposto, denuncio Fernanda Sant Ana Silva como incursa nas sanções do artigo 121, 'caput', do Código Penal, razão pela qual se oferece a presente denúncia, requerendo a Vossa Excelência digne-se em recebê-la, julgando-a, ao final, totalmente procedente, para o fim especial de pronunciá-la para ser submetida a julgamento e condenada perante o Tribunal do Júri desta Comarca”, pediu a denúncia.
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