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Domingo, 16 de junho de 2024

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Operação Hermes (Hg) II

Investigação sobre importação de mercúrio começou em empresa de descontaminação de lâmpadas; dano de R$ 5 bilhões

Foto: Agência Brasil

Investigação sobre importação de mercúrio começou em empresa de descontaminação de lâmpadas; dano de R$ 5 bilhões
Decisão que autorizou a Operação Hermes (Hg) II, nesta quarta-feira (8), revela que o dano causado aos cofres públicos com a importação ilegal de mercúrio chegou ao montante de R$ 5 bilhões. Ainda segundo a decisão, as investigações tiveram como foco inicial a empresa Apliquim Equipamentos e Produtos Químicos, localizada em Paulínia, São Paulo. A citada empresa supostamente realizaria a descontaminação de lâmpadas, com recuperação de mercúrio.


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Conforme informações apuradas pela reportagem, a recuperação de mercúrio, que deveria ser o foco da Apliquim, serve para impedir o descarte irregular e contaminação do meio ambiente. 

Porém, gerou desconfiança da Polícia Federal e do Ministério Público o fato de a empresa recuperar muito mais mercúrio do que a sua real capacidade, o que configuraria indicativo de fraude.
 
Ainda segundo investigação, apurou-se que a referida empresa vendeu mercúrio de forma altamente suspeita, envolvendo empresas de fachada, com o escopo de “esquentar” o mercúrio que ingressa no Brasil de forma irregular.
 
Conforme a Polícia Federal, a “legalização” do mercúrio começava na Apliquim, passava por empresa denominada Nothi e chegava aos garimpos através de um grupo denominado Grupo Veggi. Uma das empresas do Grupo Veggi teria movimentado, em cinco meses, mais de cinco toneladas de mercúrio.

Decisão que autorizou a operação foi proferida pela Primeira Vara Federal de Campinas, sob responsabilidade da juíza Raquel Coelho Dal Rio Silveira
 
Operação

A Polícia Federal e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deflagraram, na manhã desta quarta-feira, a Operação Hermes (Hg) II, com o objetivo de apurar e reprimir crimes contra o meio ambiente, especialmente por meio do comércio e uso ilegal de mercúrio, organização e associação criminosa, receptação, contrabando, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

Os crimes em apuração estão relacionados ao contrabando e acobertamento de mercúrio, que tem por destino final o abastecimento de garimpos em áreas que compõem a Amazônia (Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Pará).

A Operação Hermes (Hg) I, deflagrada em 1/12/2022, foi a maior operação policial do país deflagrada para desarticulação de uso ilegal de mercúrio e iniciou-se a partir da investigação de uma empresa com sede em Paulínia/SP, que utilizava criminosamente de suas atividades autorizadas para produzir créditos falsos de mercúrio em sistema do IBAMA.

A partir da análise de milhares de fontes bases (documentos e dispositivos eletrônicos), durante mais de dez meses, a Polícia Federal identificou uma extensa cadeia organizada de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema ilegal de comércio de mercúrio e ouro extraído de garimpos na Amazônia e retirou sete toneladas de créditos de mercúrio dos sistemas do IBAMA.
 
 
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