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Defesa de irmãos acusados de participar da 'gangue do chicote' entra com pedido de habeas corpus

26 Out 2023 - 08:35

Da Redação - Rodrigo Costa / Pedro Coutinho

Foto: Reprodução

Defesa de irmãos acusados de participar da 'gangue do chicote' entra com pedido de habeas corpus
A defesa de Benedito Luiz Figueiredo de Campos e José Augusto de Figueiredo Ferreira entrou com um pedido de habeas corpus em favor de ambos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (25). Eles têm um mandado de prisão em aberto e são acusados dos crimes de extorsão mediante sequestro e de integrar uma suposta “gangue do chicote”. 

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Benedito e José Augusto, junto com outros 4 acusados, tiveram a prisão decretada em meio à Operação Piraim, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um grupo que realizava a cobrança de vítimas com “chicotes”. 

A defesa , representada pelo advogado Adriano de Figueiredo Pagotto, nega que seus clientes tenham participação nos crimes. Ele questiona, ainda, por que um novo delegado decretou a prisão preventiva dos acusados quatro meses após o vazamento de vídeos. 

“Nobre Julgador, tal vídeo apareceu na mídia 04 (quatro) meses após os fatos, no dia do fato todos foram conduzidos para a DEPOL e ouvidos e posteriormente liberados. No que tange às lesões na vítima isso já era óbvio que tinha ocorrido e então porque o delegado na hora já autuou todos os acusados e prendeu em flagrante?”, questiona. 

“Ora, olhando detidamente os autos do IP em anexo, nada mudou do dia dos fatos (04/05/2023) até a aparição do vídeo, e de repente o novo delegado assumiu o caso e resolve representar pela prisão preventiva dos acusados falando em clamor social? Garantia da ordem pública?”, continua. 

De acordo com Adriano, Benedito saiu em viagem juntamente com seu irmão José Augusto, “para comprarem uns carros e coincidiu de ser deflagrada a Operação Piraim”. Com isso, ambos não se apresentaram à Justiça, “pois tem a plena convicção que não concorreram em momento algum para os delitos ora imputados”.

Para Pagatto, o fato de o delito provocar grande repercussão nos meios de comunicação não justifica o pedido de prisão preventiva de seu cliente. Ele acrescenta ainda outro argumento, de que os acusados, que são primários, não apresentam nenhum risco ao andamento do processo e a sociedade.

Em nota enviada à imprensa, o defensor dos irmãos sustentou ainda que os mandados foram expedidos tempos após as supostas agressões e que ainda a polícia não diligenciou essencialmente para que a suposta vítima pagasse as dívidas que contraiu.

"As lesões na vítima já eram de conhecimento do Delegado na época, as dívidas milionárias que a vítima possuí também já eram de conhecimento, porém na época nada foi feito", apontou.
 
Na nota, o defensor também nega que os irmãos tivessem mantido Justino em cárcere e ainda critica a ausência de diligências por parte da delegacia, que poderiam melhor elucidar o caso. Argumentou também que o trabalho policial foi embasado apenas no vídeo e no depoimento das vítimas.

"O relatório do IP finaliza com a descrição 'não havendo diligências essenciais', como assim?! Sequer foram no local onde foi gravado o vídeo, não foi requisitado uma câmera das avenidas por onde passaram, simplesmente com alegações inócuas da vítima, simplesmente", afirmou na nota.
 
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