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Quarta-feira, 22 de maio de 2024

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movimentações milionárias

Juiz mantém prisão de alvos da PF suspeitos de tráfico internacional por meio de aeronaves

Foto: Reprodução

Juiz mantém prisão de alvos da PF suspeitos de tráfico internacional por meio de aeronaves
O juiz federal substituto da 5ª Vara, Paulo César Alves Sodré, manteve a prisão de Valmir Raimundo Xavier de Oliveira e do empresário Mateus Ricardo Vecchiato que foram detidos no âmbito da operação Pelos Ares, da Polícia Federal, na quinta-feira (28). Na ação, foram apreendidos joias, dólares em espécie, relógios da marca Rolex e carros de luxo, entre eles uma Dodge Ram.


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Ambos passaram por audiência de custódia no final da tarde de quinta-feira (28).

Além dos dois mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão e ordem de sequestro de bens imóveis, móveis e valores, expedidos pela 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Mato Grosso, foram cumpridos nas cidades de Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Peixoto de Azevedo, Sorriso, Cuiabá, Curitiba/PR, Alvorada/RS e Conceição das Alagoas/MG. 

Vecchiato possui uma empresa em Campo Novo dos Parecis. Já Valmir Raimundo chegou a ser preso em 2010, também por envolvimento com o tráfico de drogas, e alguns anos depois por roubo de defensivos agrícolas.

A Polícia Federal informou que os líderes de uma organização criminosa que atuam no tráfico internacional de drogas usando aeronaves foram descobertos devido a transações bancárias milionárias. Alguns dos alvos transferiram valores entre R$ 1 milhão e R$ 15 milhões ao longo de cinco anos. Demais operações com valores acima de R$ 5 milhões chamaram a atenção dos policiais que deflagraram a operação Pelos Ares nesta quinta-feira (28).

Investigações

As investigações tiveram início com a apreensão de 431 Kg de cocaína no município de Denise, no mês de junho de 2018. Houve a apreensão de uma aeronave, armas, munições, entre outros objetos.

A partir dos levantamentos realizados Polícia Federal, ficou constatado que a aeronave apreendida foi adquirida por um grupo de traficantes para trazer o entorpecente ao território nacional (na fronteira Brasil/Bolívia pelo estado do Mato Grosso) e posteriormente enviar o material ilícito para a região litorânea do país e depois ao exterior.

Durante as investigações, ficaram evidenciadas vultuosas movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos principais líderes do esquema criminoso, que se utilizam de laranjas no intuito de dar aparência lícita aos bens provenientes do tráfico de drogas.
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