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Sexta-feira, 19 de abril de 2024

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PEDIA RESGATE

Juíza determina prisão preventiva de PM suspeito pelo sequestro e morte de boliviano

Foto: Reprodução

Soldado da PM (a esquerda) e Simon (a direita)

Soldado da PM (a esquerda) e Simon (a direita)

A juíza 2ª Vara Criminal de Cáceres, Alethea Assunção Santos determinou a prisão preventiva do soldado da Polícia Militar Douglas Henrique Ribeiro, detido acusado de ter envolvimento no sequestro e assassinato do suposto traficante boliviano, Simon Johan Alonzo Mollo, de 31 anos. O agente usou o telefone da vítima para extorquir os familiares dele. Ao todo, foram transferidos R$ 100 mil para várias contas bancárias.

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Douglas recebeu voz de prisão na quarta-feira (16) durante um cumprimento de mandado de busca. Na ocasião, foram encontrados diversos invólucros contendo substância análoga a cocaína, bem como maconha, sacos plásticos e balança de precisão.

Porém, durante a audiência de custódia, a magistrada afirmou que "a quantidade de droga apreendida não se mostra suficiente - tendo em vista a inexistência de outros elementos - a indicar que se trata de traficância".

No entanto, a juíza ressaltou que houve indícios suficientes de que o policial militar estava envolvido na extorsão mediante sequestro do boliviano Simon Johan.  Nas investigações da Polícia Civil foi constatado que Douglas estaria usando o telefone da vítima para conseguir fazer o pedido de resgate, além do carro dele, que prestou apoio no crime.

Por este motivo, a magistrada converteu a prisão em flagrante para preventiva, haja vista que, devido à profissão de Douglas, ele poderia intimidar testemunhas a prestarem seus depoimentos e outras vítimas.

"Quanto à conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, verifica-se que, além de o conduzido ter sido preso em flagrante pela prática dos crimes já mencionados, é investigado pela suposta participação nos crimes de roubo majorado e extorsão mediante sequestro, tendo, inclusive, sido autorizada a realização de busca e apreensão por este Juízo, razão pela qual entendo que a conversão da prisão em flagrante em preventiva se mostra necessária, a fim de garantir a conveniência da instrução criminal.", afirmou.

Entenda o caso

Simon Alonzo foi surpreendido por três criminosos enquanto retornava para a cidade de San Matias, na Bolívia, no dia 13 deste mês. No carro, também estavam dois filhos da vítima. Suspeito alegou que integrava a Polícia Federal para abordar o veículo do suposto traficante.

Os criminosos levaram os reféns até a cidade de Mirassol D'Oeste e furtaram objetos de valor de uma casa, além de sequestrarem Simon. No dia 14 deste mês, os suspeitos mantiveram contato com a família da vítima, solicitando dinheiro para libertar o boliviano. No intuito de tentar libertar a vítima, foram feitas cinco transferências, totalizando R$ 100 mil para diversas contas bancárias.

Douglas estaria usando o telefone da vítima para conseguir fazer o pedido de resgate, além do carro dele, que prestou apoio no crime. 

O corpo, reconhecido informalmente por familiares como sendo o de Simon, foi localizado na mesma área onde a camionete da vítima foi abandonada. O cadáver, já em estado de decomposição, foi localizado nesta quinta-feira (17).
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