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Domingo, 14 de abril de 2024

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PENALIDADE MÁXIMA

Juiz recebe denúncia e ex-jogadores do Cuiabá se tornam réus por manipulação em jogos de futebol

Foto: Reprodução

Juiz recebe denúncia e ex-jogadores do Cuiabá se tornam réus por manipulação em jogos de futebol
O juiz Alessandro Pereira Pacheco, da 2ª Vara de Repressão ao Crime Organizado e Lavagem de Capitais, acatou denúncia do Ministério Público de Goiás e tornou réus sete jogadores e mais sete pessoas acusadas de manipulação no futebol brasileiro. Dentre eles, dois ex-jogadores do Cuiabá, o lateral Sidcley, hoje jogando na Ucrânia e Igor Caríus, atualmente defendendo o Sport.

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 Entre os outros réus que não são atletas estão Bruno Lopez, apontado como chefe da organização de apostadores e que está preso, Ícaro Fernando Calixto dos Santos, Luis Felipe Rodrigues de Castro, Romário Hugo dos Santos, Victor Yamasaki, Thiago Chambó Andrade e Cleber Vinicius Rocha Antunes, empresário conhecido como Clebinho Fera. A informação foi veiculada nesta quinta-feira, pelo Globo Esporte.

Os réus irão responder pela suposta prática de delitos previstos na Nova Lei Geral do Esporte, quais sejam o 198 e 199, que versa sobre obtenção de vantagem ou promessa para falsear ou alterar resultados de competição esportiva, com penas que vão de 2 a seis anos de reclusão e multa.

O magistrado de Goiânia estipulou prazo de 10 dias para os réus responderem às acusações, produzirem provas e arrolar testemunhas de defesa.

A operação Penalidade Máxima foi deflagrada em fevereiro deste ano pelo Ministério Público do Estado de Goiás, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos do Futebol (GFUT), visando à obtenção de provas de associação criminosa especializada na manipulação de resultados de partidas de futebol profissional. 

As investigações apontam que o grupo criminoso atua mediante a cooptação de atletas para a manipulação de resultados nas partidas por meio de ações como, por exemplo, o cometimento de pênalti no primeiro tempo dos jogos, entre outras iniciativas.

O objetivo do esquema criminoso é viabilizar o êxito em apostas esportivas de elevados valores. Em contrapartida, os atletas recebem parte dos ganhos, em caso de êxito. Estima-se que cada suspeito tenha recebido aproximadamente R$ 150 mil por aposta. 
 
 
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