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Terça-feira, 25 de junho de 2024

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LICENÇA MÉDICA

Advogado baleado em escritório pede adiamento de audiência em ação sobre chacina de Sinop

Foto: Reprodução

Acusado pela chacina

Acusado pela chacina

Primeira audiência de instrução para inquirir Edgar Ricardo de Oliveira, responsável por tirar a vida de sete pessoas no episódio conhecido como “Chacina de Sinop”, poderá ser remarcada pela Justiça. Isso porque o advogado de Edgar, Marcos Vinicius Borges, ainda está de licença médica por ter sido baleado durante uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 23 de março. Afastado por 45 dias, ele afirmou nesta terça-feira (25) que não poderá comparecer na instrução e pediu à justiça que a data seja redesignada. Pleito ainda não foi julgado.


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Marcos foi baleado no dia 23 de março, em seu próprio escritório, quando sofreu uma tentativa de homicídio. No dia, dois criminosos invadiram o local portanto uma submetralhadora e um revólver calibre 38.

Marcos foi atingido por disparo do revólver e ficou internado até o dia 30 de março, quando recebeu alta hospitalar. Contudo, ele passou por recentes complicações em seu quadro de saúde e recebeu licença médica de 45 dias, o que lhe impedirá de comparecer à audiência.

No pedido de redesignação, Marcos afirmou que os familiares do acusado pleitearam que o mesmo participe efetivamente da audiência. Também afirmou que por questões de estratégia de defesa, uma vez que defende o autor da chacina no processo, não seria viável que outro advogado lhe substituísse.

“Ante o acima exposto, considerando que o advogado Marcos Vinicius Borges encontra-se afastado das suas atividades laborativas, requer seja redesignada a audiência aprazada para o dia 28/04/2023”, requereu o defensor à justiça.

A chacina

Na manhã de 21 de fevereiro de 2023, Edgar Oliveira, acompanhado de Ezequias Ribeiro, apostou dinheiro em jogos de sinuca em um bar da cidade, perdendo cerca de R$ 4 mil para Getúlio Rodrigues Frazão Júnior.

No período da tarde, Edgar retornou ao estabelecimento acompanhado de Ezequias e “chamou a vítima Getúlio para novas partidas de sinuca, também com aposta em dinheiro, ocasião em que perdeu novamente e, de inopino, jogou o taco sobre a mesa, verbalizou com seu comparsa Ezequias que, de imediato, sacou uma arma de fogo e rendeu as vítimas, encurralando-as na parede do bar, enquanto Edgar se dirigiu à camionete e se apossou de uma espingarda”, diz trecho da denúncia movida pelo Ministério Público. 

Em seguida, Edgar partiu em direção às vítimas e efetuou o primeiro disparo. Sete pessoas foram mortas.
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