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Segunda-feira, 15 de julho de 2024

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Presidente do TRE descarta conotação política em assassinato praticado por bolsonarista após discussão com opositor

Foto: Reprodução

Presidente do TRE descarta conotação política em assassinato praticado por bolsonarista após discussão com opositor
Desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), acredita que a polarização do cenário político no Brasil não tem gerado casos de violência em Mato Grosso. Segundo o magistrado, o bolsonarista Rafael Silva de Oliveira, 24 anos, que matou colega de trabalho, Benedito Cardoso dos Santos, 44 anos, em Confresa, não foi instigado pelo enfrentamento entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT).


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“Não tem nada a ver com política. Está polarizada as coisas de política. Infelizmente tem uma conotação que, aí coloco a imprensa, porque quem divulga é a imprensa, vocês olham esse caso de Confresa, a briga pode ter sido até por uma discussão, mas não teve, não foi conotação política. Tanto é que teve a denúncia, eu estava vendo ontem, na denúncia não consta nada de política”.
 
O desembargador salientou ainda, sobre o caso de Confresa, que existem elementos que indicam dúvida sobre eventual integridade mental à época do crime. “Como é que você vai dizer que é uma briga política? Duas pessoas, inclusive que, eu andei lendo, me aprofundei um pouquinho mais, até porque é preocupante, esse cidadão tem problema de esquizofrenia. Quer dizer, pode ter tido, mas não é uma coisa normal de discussão”.
 
Diferente da afirmação feita por Carlos Alberto, o Ministério Público, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Porto Alegre do Norte, afirma na denúncia contra Rafael Silva de Oliveira que o homicídio foi praticado por motivo fútil, consistente em uma discussão banal envolvendo preferências políticas.
 
Conforme a petição inicial, no dia 7 de setembro, por volta das 18 horas, na propriedade chamada Sítio Cabeceira, localizado no município de Confresa, Rafael Silva de Oliveira, agindo com desejo assassino matou Benedito Cardoso dos Santos por motivo fútil (consistente em uma discussão banal envolvendo preferências políticas), com emprego de meio cruel (causando maior sofrimento ao ofendido com uma brutalidade exacerbada usando faca e um machado) e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (já que a vítima foi atingida pelas costas e, quando já estava caída ao solo sem poder oferecer resistência, foi golpeada várias outras vezes).
 
De acordo com os autos, Rafael e Benedito estavam na chácara quando começaram a falar de política. O acusado estava defendendo o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, e a vítima falava sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após divergência de opinião os dois começaram a discutir.
 
Nesse momento Rafael conseguiu pegar uma faca e, após perseguir a vítima na propriedade, a atingiu pelas costas. “Aproveitando-se que ela se encontrava ferida e caída no solo, sem que pudesse oferecer resistência, foi golpeada várias outras vezes com a faca. Ao constatar que ela (a vítima) ainda estava viva, Rafael de Oliveira desferiu-lhe mais um golpe fazendo uso de outra arma branca (machado), revelando uma brutalidade fora do comum e em contraste com o mais elementar sentimento de piedade”. Ao ser preso Rafael confessou o crime.
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