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Quarta-feira, 24 de julho de 2024

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'democracia real'

Presidente do TRE não vê perigo em ameaças de Bolsonaro contra sistema eleitoral: 'cada um fala o que quiser'

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Presidente do TRE não vê perigo em ameaças de Bolsonaro contra sistema eleitoral: 'cada um fala o que quiser'
Presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha considera que manifestações do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), antecipando questionamentos sobre uma possível derrota no primeiro turno, não podem ser consideradas como um posicionamento sério.


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Em Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, Bolsonaro afirmou que se não vencer a eleição de 2022 no primeiro turno com mais de 60% dos votos, "algo de anormal" terá acontecido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela realização do pleito e contabilização do resultado. Bolsonaro é candidato à reeleição e, de acordo com a maioria das pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias, está atrás do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, nas intenções de voto.
 
Para Carlos Alberto, porém, discursos como o do presidente são resultados de momentos de euforia. “Mas o resultado das urnas está aí. O que sair lá, é o que vai ser o real”.  Ainda segundo o presidente do TRE, os questionamentos sobre as urnas fazem parte de um problema político momentâneo.
 
“Eu não interpreto fala de político, eu aguardo os fatos. Cada um fala o que quiser. Em um momento de raiva, você pode falar ‘eu vou te matar’. Você não vai matar ninguém, você não vai fazer nada. Questionar tem [possibilidade], qualquer político pode questionar, se insurgir contra algum fato, não tem problema. Vai depender das provas que vão ser produzidas, o que a Justiça Eleitoral vai entender. Mas não vejo grande preocupação, nós vivemos em uma democracia real”, salientou Carlos Alberto em entrevista coletivas nesta quarta-feira (21).
 
Participação de partidos
 
Tiveram início, na manhã desta terça-feira (20), os procedimentos de carga e lacre das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições 2022. Em cerimônia aberta a toda a sociedade, a 20ª Zona Eleitoral de Várzea Grande foi a primeira a realizar o processo, que contemplará 361 urnas, sendo 40 de contingência, ou seja, utilizadas em caso de substituições necessárias.
 
As cerimônias são abertas a toda a sociedade e também são convidados a acompanharem representantes dos partidos políticos, das coligações, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e Ministério Público Eleitoral.
 
Porém, conforme Carlos Alberto, representantes dos partidos políticos não estão participando. “Nós fizemos seis reuniões com os partidos, presidente de partido, advogado, contador, eventuais candidatos. Reuniões de prestação de contas, de propaganda, tudo o que você pode imaginar, nós fizemos. Passamos tudo para eles. E pedimos a presença dele desde o primeiro ato, não aparece ninguém”.
 
Ainda segundo o presidente, a falta de comparecimento enfraquece o discurso sobre vulnerabilidade das eleições. “Não vem ver como é que faz, como é que você fala que eu estou fraudando as urnas?”, questionou.
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