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Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

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possível lavagem

Contra restituição de veículos, MPE aponta 'confusão patrimonial' envolvendo genro de Arcanjo

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Contra restituição de veículos, MPE aponta 'confusão patrimonial' envolvendo genro de Arcanjo
O Promotor de Justiça Jorge Paulo Damante Pereira, membro do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), emitiu parecer contrário à restituição de dois veículos sequestrados em nome de empresário Giovani Zem, genro do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, envolvido na Operação Mantus. Parecer é do dia sete de julho.

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Conforma os autos, são objetos do requerimento um veículo Fiat Toro e um Honda HRV. Segundo argumentado, a aquisição dos referidos bens móveis se deu mediante a utilização de recursos de origem lícita, assim como “é certo que estes não possuem qualquer utilidade ao processo penal correlato, sendo, portanto, injustificável a manutenção de tais apreensões”.
 
O parecer do MPE salienta que há fortes indícios de que ambos os veículos foram adquiridos através de atividades ilícitas. “Consultando a denúncia, vê-se que o acusado Giovanni é genro do também acusado João Arcanjo, havendo confusão patrimonial entre pessoa físcia e pessoa jurídica. Há, portanto, indicativos de lavagem de dinheiro por intermédio da empresa requerente e de outras empresas de familiares, tanto que os bens não se encontram apenas apreendidos, mas sequestrados pelo Juízo”.
 
O promotor ressalta ainda que um dos objetivos de tais medidas cautelares é justamente desarticular a organização criminosa mediante a sua desmonetização. “A arma mais poderosa contra o crime organizado é o ataque financeiro, especialmente nos casos que envolvem lavagem de dinheiro”.
 
“Nesse toar, verifica-se, de plano, a impossibilidade de deferimento do pleito, ainda havendo interesse processual na manutenção dos bens à disposição da Justiça”, finaliza parecer.
 
Giovanni Zem é réu em processo da Operação Mantus, contra o Jogo do Bicho em Mato Grosso. Arcanjo, que também foi alvo no mesmo caso, conseguiu se livrar do processo após decisão de instância superior. Ambos estão ligados ao grupo Colibri.
 
A Operação Mantus também levou à prisão o empresário Frederico Muller Coutinho, considerado concorrente de Arcanjo, dono do grupo denominado ELLO/FMC.
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