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Domingo, 29 de novembro de 2020

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Membros do CV que torturaram e tentaram arrancar coração de rival são denunciados pelo MPE

Da Redação - Arthur Santos da Silva/ Bruna Bom

26 Mai 2020 - 13:59

Foto: Reprodução

Membros do CV que torturaram e tentaram arrancar coração de rival são denunciados pelo MPE
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) denunciou três supostos integrantes do Comando Vermelho (CV) acusados pela morte de Thaison Silva de Morais em uma lixão no município de Rosário Oeste (105 km de Cuiabá).
 
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A vítima foi amarrada, torturada e sofreu golpes de faca para que seu coração fosse retirado. A execução foi registrada por meio de vídeo amplamente compartilhado em redes sociais. Foram denunciados as pessoas identificadas como João Paulo de Castro Lima, Genoilton Gomingos dos Santos e Genilto Domingos dos Santos.
 
Segundo o MPE, o crime iniciou na madrugada, na residência dos irmãos e coautores Genoiton e Genito, onde a vítima, supostamente membro de uma facção rival (Primeiro Comando da Capital - PCC), foi atraída por João Paulo, amarrada, torturada e depois levada ao lixão.
 
Na data dos fatos, o denunciado João Paulo, fingindo relações amistosas, atraiu a vítima até a casa, onde os três o amarraram e iniciaram a prática de tortura. Efetivamente, amarraram as mãos e pernas e iniciaram uma espécie de interrogatório.
 
Um dos três denunciados desferiu uma facada no joelho da vítima, enquanto dizia: “eu vou abrir você, eu vou arrancar seu coração vivo, você vai ver eu arrancando seu coração”. Outro integrante complementava, “você está achando que a quebrada aqui é mole”. Toda a ação foi gravada.
 
Thaison Silva foi levado ao lixão da cidade local em que sua barriga foi aberta. Segundo o Ministério Público, “um dos denunciados, incentivado pelos demais”, enfiou “a mão e os braços dentro do abdômen e região torácica da vítima, com intuito de retirar-lhe o coração para demonstrar a potencialidade cruel”.  O cadáver foi encontrado no dia nove de maio de 2020.
 
A denúncia, datada do dia 25 de maio, é assinada pelo promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva.

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