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Sábado, 23 de fevereiro de 2019

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Cada magistrado de MT produz 2 mil sentenças por ano, afirma corregedor

Da Redação - Vinicius Mendes

10 Fev 2019 - 08:18

Foto: Assessoria de imprensa TJMT

Cada magistrado de MT produz 2 mil sentenças por ano, afirma corregedor
O novo corregedor-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Luiz Ferreira da Silva, afirmou que cada magistrado de Mato Grosso produz cerca de duas mil sentenças por ano. Em sua gestão ele afirmou que pretende trazer mais celeridade à tramitação de processos e tornar o TJMT mais produtivo.
 
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O desembargador Luiz Ferreira da Silva foi eleito corregedor-geral do TJMT em outubro de 2018. Ele substitui a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que atuou no biênio 2017/2018. Como presidente do TJMT foi eleito o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha e como vice-presidente foi eleita a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas. O novo corregedor-geral afirmou que quer continuar o trabalho da desembargadora, mas também avançar e tornar o TJMT mais célere.
 
“Juntamente com o desembargador Carlos e a desembargadora Maria Helena, pretendemos fazer uma administração conjunta, coesa, de sorte que não tenhamos entre nós qualquer tipo de ‘desentendimento’, e com base nesta premissa, nós esperamos, lá na Corregedoria, implementar, não só as ações que a desembargadora Maria Aparecida deu início, mas acima de tudo, melhorar o sistema de fluxo dos processos, fazendo com que a Justiça de primeiro grau tenha capacidade de fazer com que os processos tramitem com mais celeridade, e aí nós conseguiremos entregar à sociedade o que mais ela precisa, que é a rapidez nas demandas colocadas para o judiciário”, disse o corregedor-geral.

O presidente do TJMT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, já havia afirmado que o Tribunal de Mato Grosso é aquele que, proporcionalmente, mais recebeu ações por 100 mil habitantes em 2017. Ele ainda disse que a produtividade do TJMT em 2018 chegou a cerca de 94%.

O novo corregedor-geral disse que pretende tornar o TJMT mais produtivo ainda. Ele afirmou que cada magistrado do Estado produz cerca de dois mil sentenças por ano, e com avanço na informatização das Comarcas, a eficiência deve aumentar.

“Para que se tenha uma ideia, Mato Grosso tem um milhão de processos, e assim mesmo o judiciário do Mato Grosso é o segundo mais produtivo. Cada magistrado produz duas mil sentenças por ano, e olha que nós somos um tribunal pequeno, lamentavelmente aferido como se de médio porte fosse, porque se fosse pequeno iríamos ganhar de todos, mas no médio porte nós temos concorrente do tipo Mato Grosso do Sul, e outros aí, cuja informatização já está mais adiantada”.

O foco de sua gestão, afirmou o desembargador Luiz Ferreira da Silva, será no avanço da informatização do judiciário, com treinamento dos servidores e magistrados além de equipamentos modernos.
 
“É pretensão do desembargador Carlos Alberto e desta corregedoria, que nós façamos treinamento em relação à informatização de todos os servidores envolvidos, porque pouco nos interessa que exista uma unidade judiciária com um bom computador, laptop, e juiz despache, mas o despacho dele fica parado sem que tome aquela fluidez necessária [por falta de treinamento]”, disse.

“O que significa isso, ao despachar, na sequência o servidor vai dar o andamento, lá na frente se precisar cumprir o oficial de justiça vai cumprir o mandado, e isso a informática vai nos ajudar, mas para isso precisamos fazer um treinamento muito maciço dos servidores e dos magistrados, então é uma das minhas metas fazer cursos, muito rapidamente”, explicou o corregedor-geral.

Outra ação que pretende tomar é de fazer visitas às comarcas do interior, porém isto irá depender do orçamento que o TJMT terá disponível.

“A desembargadora Maria Aparecida fez a fiscalização ordinária, foi a todas as comarcas, eu também devo fazer visitas àquelas comarcas, como de resto é obrigado que se faça, e na medida do possível e o orçamento nos autorizar”.

13 comentários

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  • Jana
    11 Fev 2019 às 12:52

    Que meta estão cumprindo por determinação do CNJ? Julgando processos de 1998?

  • Murilo
    11 Fev 2019 às 12:51

    Por isso que as decisões saem igual a b**da

  • André
    10 Fev 2019 às 22:48

    Fico impressionado com os comentários. Mesmo quando a notícia é favorável, todos criticam, mesmo sem ter nenhuma noção do que falam. O Judiciário tem mesmo um problema de imagem, agravado pela falta de conhecimento da população.

  • AFFF
    10 Fev 2019 às 18:43

    Mentira! O Estagiário faz umas 1000, o Assessor outras 1000 e juiz só assina e vai pro manso pescar e passear de lancha!

  • Pedrão
    10 Fev 2019 às 16:19

    Duas mil sentenças?? Considerando o reduzido número de assessores e contando só os dias úteis, esse número se descola da realidade. Não dá pra fazer, principalmente considerando os inúmeros processos complexos, horas de depoimentos pra ouvir, análise de pilhas de documentos. Ou todos - de magistrados a assessores - são verdadeiramente excepcionais, ou esse número deve ser revisto.

  • Glauce
    10 Fev 2019 às 12:46

    O Judiciário precisa corrigir o salário de seus servidores. Cortar mordomias, gastos e outros excessos que só ele sabe que existe. O povo brasileiro não aguenta mais ver seus impostos sendo desperdiçado com marajás.

  • Crítico
    10 Fev 2019 às 10:47

    Menos corregedor.......... Indique um........com meus 30 anos de advocacia NUNCA ouvi falar desse quantidade.

  • carlos
    10 Fev 2019 às 10:46

    2000 por ano. 2000 dividido por 12 meses é igual 167. Quanto assessores tem um desembargador? 8? 167 dividido por 8 é 21. 21 sentenças por mês é quase uma por dia. Esse valor não está muito baixo?

  • João Silva
    10 Fev 2019 às 10:38

    Título correto: Cada assessor produz 2 mil sentenças por ano.

  • Antônio
    10 Fev 2019 às 09:30

    Esse cara calado é um poeta.. da forma em que são decididas as demandas é melhor que não deem nenhuma sentença... eu não acredito no poder judiciário.. principalmente no TJ..

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