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Vice-presidente do TJ cobra aprovação de reajuste e diz confiar que AL dará ‘resposta positiva’; medida dentro do orçamento

Da Redação - Rafael Machado / Do Local - Jardel P. Arruda

A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, afirmou nesta quarta-feira (19) esperar que os deputados estaduais finalmente aprovem, em segunda votação, o projeto que concede reajuste salarial de 6,8% a todas as categorias de servidores do Judiciário.

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A proposta está na pauta do plenário, mas enfrenta resistências do Executivo e sucessivos adiamentos provocados por manobras regimentais.

Questionada sobre a possibilidade de nova tentativa de esvaziar ou postergar a deliberação, Nilza disse acreditar que a votação ocorrerá ainda hoje.

“Eu acredito que vai ter a votação, porque já está em pauta, eu acredito que não vai ter interrupção dessa votação. Eu confio nos deputados, acredito que eles vão votar hoje”, declarou.

Mesmo diante da articulação de parlamentares da base do governo Mauro Mendes (União) para tentar impedir o avanço do projeto, Nilza demonstrou confiança na Assembleia.

“Eu acredito e confio na Assembleia Legislativa, como um poder que faz justiça também, e aqui é uma resposta do Poder Judiciário nesse projeto para a valorização dos servidores, que trabalham diretamente para atingir todas as metas do CNJ”, afirmou.

O reajuste é alvo de críticas do governador, que argumenta que os recursos que o Tribunal possui deveriam ser destinados prioritariamente à abertura de novas comarcas, mais de 30 estão previstas, informação rebatida por Nilza.

“Quando é feito um projeto nesse sentido, é estudado através da Coordenadoria do Planejamento, para que não haja nenhum impasse, e foi feito, e garanto que vai ser dentro da normalidade, dentro do duodécimo, não tem nada a prejudicar”, afirmou.

Segundo ela, o aumento já está previsto dentro do próprio orçamento do Tribunal.

“Esse aumento aí já está dentro do orçamento do Duodécimo, então não tem nada a prejudicar. Não acreditava e acredito que ele vai ter o bom senso e vai aprovar”, disse.

O governador tem sustentado que reajustes podem comprometer investimentos futuros e afirmou que, caso faltem recursos para obras em 2027, a responsabilidade seria dos servidores que pressionaram pela recomposição inflacionária. Nilza rejeitou esse cenário.

 “Eu acredito que não vai ocorrer isso em 2027, porque como eu disse, houve um estudo da Coordenadoria de Planejamento Financeiro, está dentro da especificativa do Tribunal de Justiça, não vai haver nenhum prejuízo”, respondeu.

Apesar do acordo entre deputados para votar o reajuste, um pedido de sobrestamento para análise de vetos do Executivo pode novamente adiar a apreciação. A proposta foi aprovada em primeira votação, mas teve a segunda etapa empurrada por duas semanas após pedidos de vista na CCJ e no plenário.
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