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Notícias / Criminal

Justiça afasta ex-vereador de cargo no TJMT e determina uso de tornozeleira eletrônica

Da Redação - Rodrigo Costa

A juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, determinou nesta sexta-feira (14) o afastamento do ex-vereador de Cuiabá Luís Claudio (MDB) de suas funções no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o uso de tornozeleira eletrônica.

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A decisão integra as investigações da Operação Sepulcro Caiado, que apura um esquema suspeito de ter causado um rombo de mais de R$ 21 milhões aos cofres do Judiciário de Mato Grosso. 

O mandado afastou imediatamente o ex-parlamentar do cargo de servidor efetivo do Poder Judiciário estadual. A suposta participação dele no esquema, contudo, não foi detalhada. Ele já havia sido afastado em 14 de agosto deste ano. 

Além do afastamento, Luís Claudio recebeu outras cinco medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo, proibição de se ausentar da comarca sem autorização, proibição de contato com outros investigados, entrega do passaporte em 48 horas e uso de tornozeleira eletrônica.

Na decisão, a juíza diz que a as medidas cautelares deverão ser cumpridas sob pena de revogação e eventual substituição por prisão preventiva.

O operação

Deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 30 de julho de 2025, a Operação Sepulcro Caiado busca desarticular um sofisticado esquema de fraudes contra o Poder Judiciário estadual. O prejuízo confirmado ao TJMT já soma R$ 11 milhões, mas pode chegar a pelo menos R$ 21 milhões, considerando que apenas 17 processos foram analisados até agora em um esquema com potencial para atingir centenas de ações fraudulentas.

As investigações apontam a existência de uma associação criminosa estruturada, com divisão de tarefas e utilização sistemática do Judiciário para obtenção de vantagens ilícitas. O grupo operava com elevado grau de sofisticação e aparente confiança na impunidade, o que teria favorecido a repetição e ampliação das fraudes.

O Ministério Público do Estado (MPE) denunciou 11 alvos da Operação Sepulcro Caiado, deflagrada em julho contra esquema que teria desviado R$ 21 milhões do Tribunal de Justiça (TJMT) por meio de processos de execução fraudados. Empresários, servidores e advogados estão entre os alvos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

No último dia 22 de outubro, o promotor Adriano Alves, chefe do Gaeco, denunciou o empresário e líder do grupo João Gustavo Ricci Volpato, os advogados Wagner Vasconcelos e Melissa Vasconcelos, a mãe de João, Luíza Rios Volpato, os advogados Themis Lessa, Régis Poderoso de Souza, Rodrigo Marinho e João da Costa Neto, Denise Alonso e o servidor do TJMT Mauro Ferreira Filho e o empresário Augusto Ricci Volpato.

O MP deixou de oferecer denúncia contra Flávia de Oliveira Santos Volpato, Julia Maria Assis Asckar Volpato, Guilherme Porto Corral, Keyyly Gonçalves Martinez, Eva da Guia Magalhães e Cláudia Regina Dias de Amorim Del Barco Correa.
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