Galpão industrial com área de 4 hectares, localizado em Primavera do Leste (MT), será levado a leilão extrajudicial com lance mínimo inicial de R$ 37,15 milhões. O certame será realizado de forma on-line e conduzido pelo leiloeiro Marcelo Miranda Santos.
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O imóvel pertencia à Diellica de Oliveira Nilson, Alcido Nilson e Algodoeira São Pedro Ltda., sendo posteriormente adquirido e vendido pela Credora Fiduciante, Cooperativa de Crédito, Poupança e Investimento– Sicredi Vale do Cerrado.
De acordo com o edital, a primeira praça ocorrerá no dia 22 de abril, das 9h às 15h, com lance mínimo correspondente a 100% do valor de avaliação, fixado em R$ 37.150.000,00. Caso não haja interessados, será realizada uma segunda praça no dia 23 de abril, no mesmo horário, quando o imóvel poderá ser arrematado por no mínimo R$ 20 milhões, equivalente a 53,85% do valor inicial.
O imóvel está matriculado no 1º Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste e possui área total de 40 mil metros quadrados. No local, há um galpão industrial com 7.332 metros quadrados de área construída, dividido em três módulos, além de estruturas de apoio como guarita, pátio para manobra, áreas abertas e sistemas de infraestrutura, incluindo água, energia elétrica e escoamento pluvial.
A participação no leilão será exclusivamente pela internet, mediante cadastro prévio no site do leiloeiro até o dia 20 de abril. Os interessados deverão apresentar documentação pessoal ou societária e atender às exigências de habilitação previstas no edital.
O pagamento do valor da arrematação deverá ser feito à vista em até 48 horas após a aprovação da venda. Também será cobrada comissão de 5% sobre o valor do lance, a ser paga diretamente ao leiloeiro no mesmo prazo. Há possibilidade de financiamento, condicionada à análise de crédito pela instituição vendedora.
O edital estabelece que o imóvel será vendido no estado em que se encontra, cabendo ao comprador a responsabilidade por eventuais regularizações, débitos, encargos e despesas relacionadas à transferência, incluindo tributos, taxas e custos cartorários.
A formalização da venda depende de análise e aprovação da cooperativa, que poderá recusar a operação sem necessidade de justificativa. O foro eleito para dirimir eventuais controvérsias é o da comarca de Primavera do Leste.