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Terça-feira, 21 de abril de 2026

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CRUELDADE NA CAPITAL

'Violência extrema': juiz decreta prisão de criminoso que assassinou e estuprou a irmã de 17 anos

13 Mar 2026 - 08:43

Da Redação - Pedro Coutinho/ Thiago Stofel

Foto: Reprodução

'Violência extrema': juiz decreta prisão de criminoso que assassinou e estuprou a irmã de 17 anos
O juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, decretou a prisão de Marcos Pereira Soares, criminoso detido nesta quarta-feira (11), na capital, sob acusação de ter assassinado e violentado sexualmente a própria irmã, a adolescente Estafany Pereira Soares, de apenas 17 anos. O cadáver dela foi encontrado envolto num lençol, com os pés amarrados, submerso no córrego que passa aos fundos da casa do suspeito, no bairro Três Barras.


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Criminoso de alta periculosidade, Marcos Pereira responde a outros processos, sendo um deles acusado de ter participado do feminicídio da própria tia em 2018, com o mesmo modus operandi, uma vez que ela também tinha 17 anos e fora encontrada no mesmo córrego. No outro, por executar Severino Messias Santos a facadas, no Três Barras. Marcos estava preso no Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, contudo, por uma possível falha humana na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP conseguiu alvará de soltura apenas dois dias antes de assassinar a irmã.
 
Submetido a audiência de custódia nesta quinta (12), Marcos teve a prisão decretada por ordem do juiz João Bosco da Silva Soares. O magistrado fundamentou a necessidade da custódia devido à extrema brutalidade do ato, à necessidade de exames periciais complexos e ao risco de reiteração delitiva do suspeito.

Na ordem, o juiz ressaltou o histórico criminal violento do acusado, reforçando que sua liberdade comprometeria a ordem pública e a colheita de provas biológicas essenciais. Por fim, a decisão rejeitou os argumentos da defesa, estipulando um prazo de 30 dias de detenção para a conclusão das investigações policiais.

Segundo a autoridade policial, Marcos sequestrou a irmã na tarde de terça-feira (10), a retirando da residência onde ela vivia com seu companheiro e a levou até a dele, na Rua Vinte, bairro Três Barras, capital. Por volta das 19h desta quarta (11), então, o cadáver dela foi localizado por familiares e conhecidos no córrego que passa aos fundos da casa de Marcos.

O corpo encontrava-se envolto em um lençol, com os pés amarrados, despido e apresentando sinais evidentes de violência extrema, inclusive marcas de queimaduras, circunstâncias que evidenciam não apenas a brutalidade da conduta, mas também indicam que a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico antes de sua morte. Marcos foi preso enquanto perambulava pelas ruas do CPA 2.

Em depoimento à Polícia Civil e na saída da delegacia, à imprensa, ele negou o crime e disse que somente as roupas da vítima estavam em sua casa. Contudo, segundo a delegada Jéssica Assis, que preside a investigação, o criminoso não apresentou um álibi que sustentava.

Sobre a soltura de Marcos dias antes do crime, a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso informou que abriu procedimento para apurar as circunstâncias relacionadas à soltura. 

"Em análise preliminar, foi identificada possível falha humana na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), relacionada à existência de dois Registros Judiciais Individuais (RJI) vinculados ao nome da mesma pessoa. Não há, até o momento, indícios de falha no funcionamento do sistema. A apuração busca esclarecer os fatos e verificar as circunstâncias do ocorrido. A Corregedoria  acompanhará o caso e adotará as medidas administrativas cabíveis para o esclarecimento dos fatos, observados o devido processo legal", nos termos da deliberação do órgão correicional. 
 
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