O juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, converteu a prisão temporária da suspeita em prisão domiciliar com medidas cautelares, em decisão proferida nesta sexta-feira (6). Ela foi presa durante a Operação Showdown, acusada de usar empresas para lavar dinheiro do Comando Vermelho.
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Seu marido, Guilherme Henrique, e seu avô, Paulo Felizardo de Sá, tiveram as prisões mantidas.
Na decisão, o magistrado acatou o pedido da defesa, que mencionou o fato de a suspeita ser mãe de uma criança de 12 anos e, atualmente, estar gestante, necessitando de cuidados especiais.
Além disso, a criança não teria uma pessoa de confiança com quem pudesse ficar.
Com isso, o magistrado determinou a prisão domiciliar com medidas cautelares, sendo elas:
- prisão domiciliar;
- comparecimento a todos os atos do processo;
- manutenção de contato telefônico e endereço atualizados;
- monitoramento eletrônico;
- suspensão do passaporte.
Operação Showdown
Ela foi presa junto do marido e do avô pela Polícia Civil, acusados de lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas do Comando Vermelho. Além disso, a jovem usava suas redes sociais para divulgar plataformas de jogos online.
A suspeita é filha de Angélica Silva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada como uma das grandes lideranças da facção criminosa em Mato Grosso e responsável pela região norte do estado, tendo como base o município de Alta Floresta.
A polícia revelou que, em dois anos, a jovem, junto do companheiro, teria lavado pelo menos R$ 20 milhões. Durante esse período, ela ostentou viagens nacionais e internacionais, compra de carro de alto padrão e frequentava restaurantes de luxo.