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Sexta-feira, 10 de abril de 2026

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Mixto aprova plano de recuperação judicial e diminui 70% da dívida

Foto: Reprodução

Mixto aprova plano de recuperação judicial e diminui 70% da dívida
A Justiça homologou o Plano de Recuperação Judicial do Mixto Esporte Clube, em decisão proferida pelo juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, nesta quinta-feira (5). O plano aprovado pelos credores prevê um deságio de aproximadamente 70% das dívidas, o que representa uma economicidade de cerca de R$ 972 mil em relação ao valor total discutido no processo.


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Dessa forma, de uma dívida aproximada de R$ 1,38 milhão, o Mixto passará a pagar cerca de R$ 416 mil, dentro de condições organizadas e previamente aprovadas entre o clube e os próprios credores.

“A homologação do plano demonstra que o trabalho sério realizado pela atual gestão vem produzindo resultados concretos. Ao longo dos últimos anos, nossa administração tem atuado com responsabilidade para corrigir os problemas e compromissos herdados de gestões passadas, ao mesmo tempo em que pavimenta as bases para um futuro sólido e sustentável para o clube”, afirmou o clube em comunicado oficial emitido nesta sexta (6).

Para pedir a RJ, o clube apontou, dentre outros, os fatos e razões que o levaram à crise-econômica financeira. A primeira ocorrida em 1999, quando o Tigre já amargava na Série C do Campeonato Brasileiro e teve que vender a sede localizada na avenida Getúlio Vargas, para arcar com obrigações.
 
Um ano depois, já sem muitos resultados positivos nos anos anteriores, o time investiu R$ 300 mil, maior aposta da sua história, para disputar o estadual. No entanto, embora a alta expectativa com o investimento, foi o primeiro eliminado da competição.
 
Em 2008 conquistou seu 23º título mato-grossense, o que trouxe bom resultado financeiro. Em 2009, o time foi rebaixado para a série D do Brasileiro após campanha frustrada. Em 2010 até teve algumas vitórias animadoras, mas não conseguiu retornar à série C, permanecendo na mesma forma até os presentes dias.
 
Em 2014, ano que a Copa do Mundo Fifa teve sede em Cuiabá, o time completava 80 anos, data que o então presidente, Éder Moraes, foi preso acusado de desvio de dinheiro público enquanto secretário estadual. Éder também foi acusado de ter usado o “clube mais querido de Mato Grosso” para lavar dinheiro público, o que prejudicou a imagem do time perante investidores e patrocinadores.
 
Houve ainda denúncia que relacionou o clube a possível desvio de R$ 700 mil, valor que deveria ter sido usado para contratação de jogadores. O caso resultou em ações trabalhistas movidas pelos atletas e funcionários prejudicados, julgadas procedentes, o que resultou na dívida do time.
Segundo o pedido de recuperação, assinado pelos advogados João Tito Neto e Karlos Lock, do escritório Lock Advocacia, a dívida atingiu “patamares impagáveis”.
 
Já em 2019, enfrentando uma “severa crise estrutural”, conseguiu vaga na Copa do Brasil, rendendo premiação que foi usada para negociar dívidas e fazer um acordo de unificação de mais de 30 processos trabalhistas junto ao TRT 23ª Região, utilizando como pagamento mensal a verba das loterias Timamania, verba esta que foi retirada do time em 2021, causando mais perdas de receita.
 
Sem a verba do Timemania, o Mixto esbarrou em mais dificuldades para arcar com inscrições em campeonatos, uniformes, bolas, ajuda de custo aos jogadores e voluntários.
 
Além disso, atraso de fornecedores, prejuízos com credores, perda de patrocínio e investimentos, uma vez que todo valor que entra é destinado para quitação da dívida, também foram os fatores que resultaram na crise.
 
A dívida do clube já diminuiu consideravelmente e com a decisão favorável ao pedido de recuperação, e agora com a homologação, vai poder se reorganizar para se reerguer enquanto mantém as suas atividades.

Lista de credores

Adilson Roque - R$ 15.166,67 - Classe Trabalhista; Alexandre Andreis - R$ 240.309,16 - Classe Trabalhista; Anderson Junior Siqueira da Silva - R$ 9.035,11 - Classe Trabalhista; Anthony Matheus Rezende de Oliveira - R$ 4.400,00 - Classe Trabalhista; Athos Dal Asta de Almeida - R$ 416.915,61 - Classe Trabalhista; Benevan Ribeiro dos Santos - R$ 3.054,83 - Classe Trabalhista; Carlos Eduardo Barros de Souza - R$ 2.603,33 - Classe Trabalhista; Carlos Puppo - R$ 59.548,39 - Classe Trabalhista; Cristiano Machado da Conceição - R$ 65.298,64 - Classe Trabalhista; Elton Junio Pereira de Jesus - R$ 6.388,88 - Classe Trabalhista; Francisco de Assis Souza Santos - R$ 189.013,67 - Classe Trabalhista; Helder Fernando Menezes da Cruz - R$ 2.860,00 - Classe Trabalhista; Igor Vieira da Silva - R$ 5.561,67 - Classe Trabalhista; Inacio Pinto do Nascimento Davino - R$ 8.333,33 - Classe Trabalhista; Iris Rocha Valerio de Souza - R$ 29.157,71 - Classe Trabalhista; Jiuliano Cesar da Conceição Silva - R$ 29.735,57 - Classe Trabalhista; João Henrick Souza Magalhaes - R$ 4.400,00 - Classe Trabalhista; João Lennon Arruda de Souza - R$ 15.856,50 - Classe Trabalhista; Jose Carlos da Silva - R$ 6.666,67 - Classe Trabalhista; Julian da Silva de Souza - R$ 17.472,52 - Classe Trabalhista; Ketheleen Najara Pereira Azevedo - R$ 14.722,21 - Classe Trabalhista; Luiz Carlos Santos Junior - R$ 8.333,33 - Classe Trabalhista; Murilo Henrique Pereira Costa - R$ 2.603,33 - Classe Trabalhista; Rafael Dionízio Magalhães - R$ 7.289,46 - Classe Trabalhista; Rafael Rodrigues Guimarães - R$ 4.859,64 - Classe Trabalhista; Rafael Puridade dos Santos - R$ 6.500,00 - Classe Trabalhista; Rodrigo Fernando Pacheco de Oliveira - R$ 11.037,13 - Classe Trabalhista; Sergio da Silva Santos - R$ 6.277,77 - Classe Trabalhista; Thais Arlete Rezende - R$ 4.711,10 - Classe Trabalhista; Valter Juliano Junior - R$ 65.000,00 - Classe Trabalhista; Vitoria Conceicao Campos Canuto - R$ 8.833,33 - Classe Trabalhista; Atrium Centro de Card Inv e Terap Card de MT Ltda - R$ 20.000,00 - Classe Quirografário; Energisa MT Distribuidora de Energia S/A - R$ 2.711,12 - Classe Quirografário; Paiaguás Hotéis Ltda - R$ 228.615,93 - Classe Quirografário; Rozani Zaminhan - R$ 80.772,62 - Classe Quirografário; P. B. Ribeiro e Cia Ltda - R$ 656,36 - Classe ME/EPP; Vip Saúde Serviços Médicos Ltda - R$ 2.200,00 - Classe ME/EPP. 
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