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Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Notícias | Criminal

CASO TONI FLOR

STJ mantém executor e intermediadores do assassinato de empresário condenados a 74 anos de prisão

Foto: Reprodução

STJ mantém executor e intermediadores do assassinato de empresário condenados a 74 anos de prisão
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve Wellington Honório Albino condenado a 18 anos de prisão por intermediar o assassinato do empresário Toni da Silva Flor, executado em Cuiabá em agosto de 2020, a mando da sua ex-esposa, Ana Claudia Flor, também condenada. Em ordem proferida nesta terça-feira (3), Fachin negou seguimento a recurso extraordinário ajuizado por Wellington.


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O crime aconteceu no dia 11 de agosto de 2020, por volta das 7h40 da manhã, em frente a Academia JR Fitness, localizada no bairro Santa Marta, próximo ao Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo, chegou a ser socorrida e levada para atendimento hospitalar, contudo o seu quadro evoluiu para óbito no dia seguinte.

Consta nos autos que Ana Claudia comparecia constantemente na Delegacia de Homicídios da Capital, após a morte do ex-marido, solicitando providências da autoridade policial. Chegou, inclusive, a organizar uma carreata, denominada “Carreata da Saudade” para cobrar justiça.

Ana Flor, casada com Toni por 15 anos, já havia sido condenada em outubro de 2022 a 18 anos de reclusão por homicídio qualificado. Pelo crime, a condenada pagou R$ 60 mil. Ela cumpre pena em regime fechado na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, desde agosto de 2021. A justiça encerra esta fase do “Caso Toni Flor” computando 90 anos de prisão para mandante, executor e intermediários.

Recurso foi ajuizado contra ordem o Tribunal de Justiça (TJMT), que por unanimidade, manteve a culpabilidade do réu, validando agravantes como o cometimento de crime mediante recompensa e a impossibilidade de defesa da vítima, baseando-se na soberania dos veredictos.

O ministro Edson Fachin, então, negou seguimento à pretensão, apontando falhas processuais graves e a ausência de prova de repercussão geral. O magistrado destacou que o questionamento não apresentou relevância jurídica ou social que justificasse a intervenção do Supremo Tribunal Federal contra o veredito, que assim, foi mantido.

Em março de 2024, o Tribunal do Júri condenou o executor e os intermediários envolvidos no homicídio do empresário Toni a Flor, cujas penas somadas chegam aos 74 anos.

Igor Espínola, vulgo Androide (executor do crime), recebeu pena de 22 anos de reclusão. Wellington Honório Albino e Dieliton Mota da Silva (intermediários) tiveram pena estabelecida em 18 anos de reclusão. A manicure Ediane Aparecida da Cruz Silva (intermediadora) recebeu pena de 16 anos de reclusão. Todos deverão cumprir a punição em regime inicialmente fechado.

Os jurados reconheceram a tese defendida pelo Ministério Público e entenderam que o crime foi cometido com as qualificadoras “mediante paga” e “com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima”, no julgamento dos réus Igor, preso desde 10/08/2021, e Wellington e Dieliton, desde 19/08/2021. No caso de Ediane, o Conselho de Sentença entendeu que a qualificadora foi “motivo torpe”. A manicure esteve presa entre 27 de agosto e 8 de setembro de 2021.
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