O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de liberdade e manteve a prisão preventiva de Sebastião Lauze, o Dandão. O réu é apontado como uma das figuras centrais na "Operação Aposta Perdida", que investiga crimes de organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico de drogas, supostamente operados em benefício da facção Comando Vermelho.
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A defesa de Sebastião Lauze havia solicitado a substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar. O argumento baseava-se na necessidade de cuidados médicos específicos. No entanto, após consultar a Administração Penitenciária e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), o magistrado concluiu que o sistema prisional está oferecendo o suporte necessário.
A investigação aponta que o grupo do qual Sebastião Lauze faria parte possui uma estrutura permanente e profissionalizada para a prática de crimes. A justiça considera que a liberdade de membros com funções de liderança ou coordenação em organizações criminosas representa um risco à sociedade. Conforme trecho da decisão da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, “não houve apresentação de qualquer elemento novo capaz de infirmar os fundamentos da custódia cautelar anteriormente decretada, permanecendo hígidos os requisitos do art. 312 do CPP”.
O magistrado reforçou em sua fundamentação que medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, são insuficientes para interromper as atividades de integrantes de facções de âmbito nacional, dada a gravidade das condutas descortinadas pela investigação.
A mesma decisão também atingiu outros réus do processo: Renan Curvo da Costa teve o pedido de liberdade negado. O juiz destacou que ele exercia a função de gerenciar a parte financeira e realizar o "fechamento" dos jogos de azar com os demais membros.