Reportagem publicada pelo Uol aponta que a Aegea Saneamento, empresa que atua em centenas de municípios brasileiros, admitiu o pagamento de propinas a agentes públicos em pelo menos seis estados e 20 municípios para obter ou manter concessões de água e esgoto. O esquema de corrupção, que movimentou ao menos R$ 63 milhões entre 2010 e 2018, foi detalhado em um acordo de leniência. A reportagem cita Sinop, Sorriso, Novo Progresso, Guarantã e Matupá como municípios em que o esquema operou.
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Controlada pela holding Montese (das famílias Toledo e Vettorazzo), a Aegea apresentou um crescimento acelerado na última década, saltando de seis cidades atendidas em 2010 para 126 em 2021. Atualmente, a rede da empresa alcança 890 municípios, atendendo 39 milhões de pessoas.
Segundo documentos de uma delação premiada aos quais o portal UOL teve acesso, essa expansão foi impulsionada pela corrupção de prefeitos, governadores e membros de órgãos de fiscalização.
A decisão da empresa de confessar as irregularidades em 2020 ocorreu em meio à aprovação do Novo Marco do Saneamento, que estimulou a concorrência privada no setor. Para fortalecer seu caixa e participar de grandes leilões, a Aegea buscou novos sócios. A formalização do acordo de leniência em abril de 2021 permitiu que a holding Itaúsa (do grupo Itaú Unibanco) adquirisse uma fatia da empresa.
Confira a reportagem do Uol.