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Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

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alvo de operação

Jusitça descarta 'extrema debilidade' em problema no coração de 'Dandão' e mantém prisão preventiva

Jusitça descarta 'extrema debilidade' em problema no coração de 'Dandão' e mantém prisão preventiva
A 7ª Vara Criminal de Cuiabá manteve a prisão preventiva e o monitoramento eletrônico de réus investigados na Operação Aposta Perdida, que apura a atuação de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Em decisão disponibilizada nesta quinta-feira (5), o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra indeferiu pedidos de liberdade, substituição de regime e retirada de tornozeleira eletrônica, sob o argumento de que a periculosidade dos envolvidos e a gravidade das condutas ainda justificam as medidas restritivas.


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No caso de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, o Dandão, a defesa pleiteou a conversão da prisão preventiva em domiciliar, argumentando que o réu sofre de cardiopatia grave e outras doenças. O pedido foi negado após o magistrado considerar que não houve comprovação técnica da "extrema debilidade" exigida por lei, além de mencionar indícios de que o acusado exerceria liderança em facção criminosa. 

O réu Dainey Aparecido da Costa solicitou a revogação de sua prisão preventiva ou a aplicação de medidas cautelares alternativas (como o uso de tornozeleira), alegando que a decisão anterior carecia de fundamentos atuais. No entanto, o magistrado destacou que as investigações apontam para um esquema estruturado com movimentações financeiras expressivas. 

A decisão também atingiu Ronaldo Queiroz de Amorim Júnior, que buscava a retirada do monitoramento eletrônico. O juiz indeferiu o pedido explicando que as condições foram impostas diretamente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o que impede a alteração pela primeira instância sem fatos novos que justifiquem a revisão.

Quanto ao réu Paulo Augusto e Silva Dias, a Justiça acolheu o pedido da defesa para verificar sua situação de saúde. O magistrado determinou que a direção da unidade prisional e a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária prestem informações detalhadas sobre o quadro clínico do custodiado no prazo de cinco dias, visando garantir a assistência médica necessária.

A Operação Aposta Perdida investiga um grupo que utilizaria a exploração de jogos ilícitos para ocultar e lavar capitais. 
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