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Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

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Bolsonaro pede ao STF autorização para receber visita de Wellington Fagundes na Papudinha

Foto: Reprodução

Bolsonaro pede ao STF autorização para receber visita de Wellington Fagundes na Papudinha
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber visita do senador por Mato Grosso Wellington Fagundes (PL). Solicitação foi assinada pela defesa de Bolsonaro neste domingo (1) e endereçada ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que o condenou no ano passado.


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Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na Ação Penal (AP) 2668, por tentativa de golpe de Estado, e cumpria pena na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. No mês passado, Moraes ordenou sua transferência para uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar (PM-DF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Na peça de uma página remetida a Moraes, Bolsonaro se limitou a justificar que o pedido tem por finalidade “permitir encontro pessoal específico, a ser realizado em data oportunamente ajustada, em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionário”.

Caso a visita seja concedida, será o primeiro encontro entre Fagundes e Bolsonaro desde que o ex-presidente foi transferido para a atual unidade prisional. Ainda no ano passado, Jair chegou a sinalizar que o Partido Liberal (PL) apoiaria o vice-governador Otaviano Pivetta ao Paiaguás junto com Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL) ao Senado. Contudo, o cenário mudou diante de críticas feitas pelo governador de Mato Grosso a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente. 

Em dezembro do ano passado, uma reunião estratégica realizada em Brasília pela cúpula do Partido Liberal, liderada por Flávio e Michelle, focada no fortalecimento de candidaturas para as próximas eleições, formalizou apoio à pré-candidatura de Wellington Fagundes ao governo. Na ocasião, Fagundes celebrou o alinhamento interno, enfatizando que a coesão entre as esferas estadual e federal é essencial para consolidar o projeto político da direita no estado.

Em vídeo gravado na reunião, Flávio Bolsonaro confirmou que visitará Mato Grosso nas próximas semanas. “O apoio ao Wellington é firme. Mato Grosso sempre demonstrou confiança no presidente Jair Bolsonaro e vamos caminhar juntos novamente”, afirmou. Ele relatou ainda que esteve com o pai nesta manhã. “Mesmo com pouco tempo de visita semanal, tenho recebido dele muitas lições de confiança e convicção sobre o futuro da direita no Brasil”, disse.

Em novembro do ano passado, o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) também tentou fazer uma visita a Jair, mas Moraes rejeitou. Na ocasião, decisão contra o pedido de Abilio foi proferida a esteira da negativa do Supremo ao pedido de ‘prisão domiciliar humanitária’ formulado pela defesa de Bolsonaro. Ao decretar a prisão preventiva de Bolsonaro, Moraes julgou prejudicados os pedidos de autorização de visitas formulados no dia anterior por Bolsonaro, incluindo destinado a Abilio.
 
O prefeito de Cuiabá havia anunciado a intenção de conversar com o ex-presidente, em meio ao debate político que se estabeleceu na direita mato-grossense a partir da discussão pública entre o governador Mauro Mendes (União) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente. Nos últimos dias, Abilio chegou a dizer que o apoio do PL a Mauro ‘ficaria para depois’ e que, no momento, José Medeiros (PL) é o único candidato do grupo ao Senado.
 
No dia 22 de novembro, Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para receber visita do prefeito de Cuiabá. No documento de apenas uma página, a defesa de Bolsonaro se limita a informar ao ministro que o encontro é pessoal e deveria ser concedido “em razão da necessidade de diálogo direto com o Peticionante”.

Por sua vez, Abilio afirmou ao Olhar Direto que seu pedido tinha como objetivo verificar o estado de saúde de Bolsonaro, sobre o qual disse haver preocupações.

Além da questão de saúde, o prefeito afirmou que pretende "pedir orientações" a Bolsonaro. Embora não tenha detalhado o teor dessas orientações, a solicitação ocorre em um momento de racha na direita bolsonarista acerca das alianças para o Senado Federal nas eleições de 2026.
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