Cinco processos de recuperação judicial com movimentações relevantes publicados no Diário Oficial de Mato Grosso de 29 de janeiro de 2026 envolvem agronegócio, comércio, serviços e varejo, com dívidas que superam R$ 64 milhões, considerando apenas os valores explicitados nos autos. Os pedidos refletem impactos combinados de crise climática, alta de juros, elevação de custos e retração econômica.
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O maior processo é do agronegócio. Os produtores rurais Pablo Milany da Cruz Lopes e Mirele Menezes Delatore, de Rondonópolis, ingressaram com recuperação judicial de R$ 33,8 milhões. No pedido, o grupo atribui a crise à pandemia, à guerra da Ucrânia, que elevou o custo dos insumos, à queda das commodities e, principalmente, a eventos climáticos extremos, como seca prolongada e excesso de chuvas nas últimas safras. Entre os principais credores estão Banco do Brasil, Santander e Banco John Deere.
No setor de comércio e serviços, o grupo formado por MT Poços Artesianos, F. B. Araujo Comércio e Prestação de Serviços e Novo Futuro Comércio de Peças e Transporte declarou R$ 22,07 milhões em dívidas, com atuação em Sorriso e Cuiabá. Entre os maiores credores aparece a Franklin Electric, com crédito superior a R$ 2,8 milhões.
No varejo de autopeças, a Dimbo Distribuidora de Auto Peças Ltda, com matriz em Sinop e filial em Cuiabá, acumula R$ 8,7 milhões em débitos e também recorreu à recuperação judicial para reorganizar suas obrigações.
Já no varejo alimentício, o Grupo Favo de Mel, formado por Melquiades de Souza e a Mercearia Favo de Mel Ltda, teve o processamento da recuperação judicial deferido. O principal credor listado é a Cooperativa Sicredi Vale do Cerrado, com R$ 1,4 milhão.
Outro caso envolve o Grupo Tisott, que reúne produtores rurais e empresas de transporte e agronegócio em Rondonópolis. Embora o valor global da dívida não esteja explicitado nos autos mais recentes, o grupo segue em recuperação judicial, em meio a dificuldades financeiras associadas ao setor.