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Domingo, 18 de janeiro de 2026

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ASSASSINO DE PM

Justiça do RJ detemina novo exame de corpo de delito após faccionado denunciar tortura

Foto: Reprodução

Justiça do RJ detemina novo exame de corpo de delito após faccionado denunciar tortura
Durante a audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (09) no Rio de Janeiro, o faccionado Raffael Amorim Brito, que executou com um tiro na cabeça o sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, relatou que sofreu tortura por parte dos policiais militares que realizaram sua prisão. Raffael, que foi preso em flagrante na companhia de um faccionado a caminho de um roubo, estava abrigado no Rio de Janeiro há quase dois anos, desde que matou Odenil.


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Na decisão, assinada pela juíza Priscilla Macuco Ferreira e que a reportagem do Olhar Direto teve acesso, foi determinado que o preso passasse por um novo exame de corpo de delito, mesmo que Raffael não tenha
mencionado as supostas agressões anteriormente no primeiro exame de corpo de delito. 

“Encaminhe-se o custodiado para a realização de NOVO EXAME DE CORPO DE DELITO, independentemente da existência de laudo no sistema, já que não narrou agressões no exame anterior. Destaco que o exame deverá ser realizado após o encerramento desta audiência, na data de hoje, com a finalidade de assegurar o registro dos vestígios, tudo nos termos do art. 161 do Código de Processo Penal, ainda que o laudo seja juntado posteriormente”, diz o trecho da decisão.

RECAMBIAMENTO 

Raffael permanece preso preventivamente no Rio de Janeiro, mas conforme informações obtidas pela reportagem do Olhar Direto, esperasse que Raffael logo deva vir para Cuiabá. 

Em uma decisão da 7ª Vara Criminal da Cuiabá, foi dado o sinal verde para que ocorra o recambiamento, contudo, ainda falta o aval da Justiça  do Rio de Janeiro para que Raffael venha para Cuiabá, o que até o momento não tem data para acontecer.

O caso 

O sargento foi morto a tiros na noite do dia 28 de maio de 2024, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro. O policial estava no local realizando serviço extra, fora do horário normal de trabalho, quando foi surpreendido pelo criminoso. 

De acordo com as investigações, o autor do crime chegou ao local em uma motocicleta, se aproximou da vítima e efetuou disparos à queima-roupa, atingindo principalmente a região da cabeça do sargento. 

Após o ataque, o suspeito fugiu levando a arma de fogo do policial. Odenil chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. 

O sargento era lotado no 3º Batalhão da Polícia Militar e integrava a corporação desde 1998.
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