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Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

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PROTESTOS POR REAJUSTE SALARIAL

Presidente do TJ rejeita greve de servidores e diz que paralisação atrapalha negociação; pede voto de confiança

Foto: Reprodução

Presidente do TJ rejeita greve de servidores e diz que paralisação atrapalha negociação; pede voto de confiança
Diante do anúncio de greve por tempo indeterminado dos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), marcada para começar em 21 de janeiro, o presidente do órgão, desembargador José Zuquim Nogueira, fez um apelo por confiança e anunciou a criação de um grupo de trabalho técnico para avaliar a situação remuneratória da categoria.


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A paralisação foi decidida devido à insatisfação salarial dos servidores, agravada após o veto do governador Mauro Mendes (UNIÃO) a um reajuste de 6,8% aprovado pela Assembleia Legislativa. No comunicado divulgado na noite desta sexta-feira (9) no site do TJ, intitulado ‘Diálogo e responsabilidade: o compromisso do TJMT com seus servidores’, o desembargador reconheceu as "legítimas preocupações" dos servidores e reafirmou o diálogo como ferramenta principal, mas fez um alerta sobre a necessidade de "boa-fé de ambas as partes".

Como nova medida, o desembargador determinou a constituição de um grupo de trabalho que iniciará seus trabalhos na próxima semana. A missão do grupo, diz ele, será realizar um "levantamento técnico e criterioso" da situação remuneratória dos servidores para, com dados concretos, "construir propostas responsáveis e sustentáveis".

O presidente do TJ afirmou que, concluído o levantamento, convocará os representantes sindicais para um "diálogo franco e produtivo". No entanto, fez uma ressalva direta sobre o contexto da greve e disse que “negociar sob ameaça ou pressão não contribui para um ambiente construtivo". 

“(...) Preciso ser claro: o diálogo pressupõe boa-fé de ambas as partes. Negociar sob ameaça ou pressão não contribui para um ambiente construtivo. Por isso, manifestamos que as conversas serão mais produtivas em um clima de confiança mútua, sem a sombra de paralisações que prejudicariam, em última análise, a população que depende dos serviços judiciários”.

Em seu apelo final, Zuquim estendeu a mão ao diálogo e convidou os servidores a "acreditarem neste processo". 

“Nosso compromisso é com a transparência, com a legalidade e, sobretudo, com a justiça - não apenas aquela que prestamos à sociedade, mas também aquela que devemos a quem trabalha conosco todos os dias. O TJMT continuará atuando para que nossos servidores tenham condições dignas de trabalho e remuneração compatível com a importância da função que exercem”, escreveu.

“Estendo minha mão ao diálogo. Convido todos os servidores a acreditarem neste processo e a caminharem conosco na construção de soluções responsáveis e duradouras. Juntos, podemos avançar”, finalizou. 
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