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Sábado, 17 de janeiro de 2026

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PM investigado por homicídio de personal trainer pede restituição de bens apreendidos

Foto: Reprodução

PM investigado por homicídio de personal trainer pede restituição de bens apreendidos
O policial militar Raylton Duarte Mourão protocolou, em 1º de dezembro de 2025, um pedido na 1ª Vara Criminal de Várzea Grande para reaver diversos bens apreendidos durante a investigação que apura o homicídio da personal trainer Rozeli da Costa Nunes.


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Rozeli foi morta a tiros dentro do próprio carro, em setembro, quando saía para trabalhar. Ela foi atingida por cerca de seis disparos. A principal linha de investigação aponta que o crime pode ter relação com uma disputa judicial envolvendo a vítima, o policial e a esposa dele, após um acidente de trânsito que gerou conflitos entre as partes.

O pedido apresentado pela defesa argumenta que a fase investigativa já foi concluída, que os materiais foram submetidos à perícia e que, portanto, não há mais necessidade de mantê-los apreendidos para o prosseguimento da ação penal.

Entre os itens apreendidos estão equipamentos eletrônicos, vestuário e a motocicleta do policial. Conforme o auto de apreensão, encontram-se sob custódia na delegacia:
  • um notebook lacrado e seu carregador;
  • um tablet Samsung lacrado e carregador;
  • um cartão de memória retirado de câmeras de segurança;
  • um par de luvas pretas;
  • um par de botas pretas;
  • um capacete preto com detalhes rosa;
  • motocicleta Honda XR 300 Tornado.

Para comprovar a propriedade, Raylton Mourão apresentou a nota fiscal do tablet e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) da motocicleta. Sobre o notebook — adquirido há “vários anos”, segundo a defesa — a ausência de nota fiscal foi justificada pela natureza pessoal do equipamento, que conteria “documentos, fotografias particulares e acesso a contas, todos diretamente vinculados ao requerente, demonstrando, de forma inequívoca, sua propriedade e uso exclusivo”.

O pedido agora aguarda análise do juízo da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, que decidirá se os bens podem ou não ser devolvidos ao investigado.
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