A juíza Henriqueta Fernanda Lima decretou a prisão de Thiago Henrique Alves de Oliveira, de 33 anos, líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, acusado de envolvimento em três homicídios ocorridos na capital, em setembro. Thiago foi detido nesta segunda-feira (8) no Aeroporto Internacional de Várzea Grande e passou por audiência de custódia nesta terça (9), ocasião em que teve o flagrante convertido em detenção preventiva. Por ter se relacionado com a companheira de um detento da Penitenciária Central do Estado, ele pediu para ser encaminhado ao Ahmenon Dantas, em VG.
Leia mais:
Líder do CV preso ao pousar em Cuiabá passou dez dias "curtindo" praia no Nordeste
Na audiência, a juíza verificou existência de materialidade e indícios de autoria baseados na apreensão de drogas na casa de Thiago, R$ 10 mil em espécie, múltiplos celulares, joias e outros elementos que indicam a traficância, apesar da pequena quantidade de maconha.
Além disso, prisão preventiva foi justificada pela necessidade de garantir a ordem pública. A magistrada citou a gravidade concreta dos fatos, a tentativa do réu de destruir provas, já que ele tentou destruir seu aparelho celular assim que fora abordado no aeroporto, e fortes indícios de sua integração à organização criminosa Comando Vermelho.
Por fim, a juíza converteu a prisão em flagrante de Thiago Oliveira em preventiva e determinou que sejam tomadas medidas urgentes para garantir a segurança do preso em uma unidade prisional adequada. Isso porque ele se relacionou com a companheira de um preso na PCE e, temendo por represálias e sua vida, pediu para ser encaminhado ao Ahmenon.
Na abordagem, ele declarou que vinha da cidade de Natal e que ficaria alguns dias na residência. Não quis informar para onde seguiria após a estadia em Cuiabá.
O delegado também questionou sobre os R$ 10 mil encontrados no imóvel, e Thiago respondeu que não sabia a origem do dinheiro, acrescentando acreditar que fosse da esposa, que — segundo ele — antes de se envolver com ele trabalhava como garota de programa.
Thiago é apontado como líder do Comando Vermelho e acusado de envolvimento em pelo menos três homicídios ocorridos em Cuiabá.
Ao perceber que seria preso no aeroporto, ele ainda tentou quebrar o próprio celular, mas não conseguiu. O aparelho foi apreendido e encaminhado para perícia.